24 de janeiro de 2010

A estratégia digital de Bento XVI

Esclarecimento: O texto que traduzi, poderia proporcionar-me milhares de visitas no Blog Olhar Cristão. Mas por uma questão prudencial, não podemos colocar nossos blogs evangélicos à serviço da comunicação da Igreja Romana.

Por isso, usando a privacidade de nossa Comunidade no Portal Ning, posso disponibilizar a cada um dos Blogueiros associados da UBE o pensamento de Bento XVI para encorajar o ministério digital à CADA padre/bispo/cardeal católico. Há tempos eu, João Cruzué, venho batendo o martelo e escrevendo dezenas de posts sobre as possibilidades digitais de comicação de massa principalmente dos blogs.

Os formadores de opinião na sociedade das próximas gerações terão necessariamente que manejar bem todas as mídias digitais mais eficientes. Hoje quem faz isso são jornalistas (W. Bonner), artistas (vários), comércio, esportistas - quase todos não crentes.

A UBE vem promovendo e fomentando o uso de blogs para CADA LIDERANÇA EVANGÉLICA, porque nós cremos que é desse meio que aparecerão os formadores de opinião cristã mais eficientes. A batalha pelo uso do rádio, praticamente já foi perdida, A da TV nos custa hoje os tubos e está mais a serviço de novelas que do Evangelho - a terceira batalha ainda não está perdida - As mídias eletrônicas. Vamos ver se desta vez, tenhamos mais juízo e mais unanimidade de AÇÃO.

Peço que cada leitor deste assunto (tradução mais abaixo) o repasse por email a pelo menos 10 conhecidos CRENTES, ou EVANGÉLICOS como queiram. Espero que cada líder evangélico desta nação tenham plena consciência do que precisamos fazer: investir em conhecimento de novas tecnologias digitas - a começar pelos blogs.

Eis o texto:

Papa Bento XVI encoraja o ministério pastoral online
(Holy Father encourages online priestly ministry)

Tradução de João Cruzué

Fonte: CNA

Em sua mensagem para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Bento XVI conclamou os sacerdotes a fazer um uso astuto das novas tecnologias disponíves para se tornarem líderes comunitários na WEB. Contudo, ele os admoesta ao bom senso: serem mais conhecidos pelo sacerdócio do que pela exposição à mídia digital.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais está marcado para 16 de maio, sob a divisa “O Sacerdote e o Ministério Pastoral no Mundo Digital: Novas mídias a serviço da Palavra.”

A diretriz central da mensagem de 2010 chama a atenção às possibilidades oferecidas para o ministério pastoral dentro da importante e sensível área pastoral das comunicações digitais.

Cada sacerdote, afirmou o santo padre em sua mensagem, para preencher as prioridades fundamentais de crescer na comunhão com Deus, necessariamente envolve o uso de novas tecnologias de comunicação.

Sacerdotes diante do ponto de partida de uma nova era: “Como novas tecnologias criam mais profundas de relacionamentos a grandes distâncias, elas devem ser utilizadas para responder pastoralmente, ao colocar mídia sempre e mais efetivamente a serviço da Palavra.

Bento XVI enfatizou que “Novas oportunidades para o dialogo, evangelização e catequese” podem ser abertas no ciberespaço com a presença de sacerdotes, transportando seu papel tradicional de líderes comunitários para a comunicação no mundo digital.


Assinado por: Irmão João Batista Cruzué

União de Blogueiros Evangélicos.

SP 24/01/2010

Trabalhos e despachos (macumba)

As pessoas normalmente agem como as águas, que procuram
sempre o caminho mais fácil para o seu escoamento. Procuram
também um caminho mais fácil, mais rápido e menos complicado
para resolver seus problemas e por causa disso, muita gente está
atolada no mais profundo lamaçal.
"Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo
dá em caminhos de morte."
Provérbios 14.12

Muitas pessoas estão hoje nas mãos dos espíritos demoníacos
devido à impaciência. Deixaram de esperar em Deus a solução
para seus problemas e acabaram sendo dominadas por exus,
caboclos, pretos-velhos, etc. Quiseram a solução rápida, a resposta
imediata; não se preocuparam com o meio correto para alcançálas.
Conclusão: acabaram perturbadas, doentes e
endemoninhadas. Fico surpreso ao ver pessoas que já
freqüentaram igrejas católicas, e eram outrora consagradas,
tementes a Deus, sendo obedientes aos mandamentos cristãos, e
agora estão nas garras de satanás. Tudo porque na hora de um
"aperto" qualquer se agarraram na primeira coisa que apareceu,
esquecendo-se da fé em Deus, procurando uma solução com o
diabo.
Aliás, muita gente só tem fé quando o céu está claro, quando
está tudo bem; mas quando começa a ventar, o tempo começa a
escurecer e a tempestade ameaça desabar, logo perdem a
confiança em Deus para se lançar pelos caminhos mais tenebrosos
possíveis.
Já atendi pessoas que antes eram dedicadíssimas, fervorosas,
as primeiras a entrarem na igreja mas, por um problema com um
filho, o esposo ou a esposa, passaram a consultar os espíritos,
tentando obter uma solução a curto prazo. A culpa, muitas vezes,
reside nos líderes evangélicos que não ministram o poder de Deus
na vida das pessoas. Pregam apenas o "evangelho chocolate" ou
"água com açúcar", e não libertam verdadeiramente as pessoas da
influência dos demônios.
Na verdade, todos que procuram soluções a curto prazo, sem
se importar com as conseqüências, acabam se deparando com o
diabo. Quando Jesus teve fome, imediatamente apareceu satanás,
tentando-O a transformar as pedras em pães. Hoje também
acontece a mesma coisa: quando temos problemas, satanás se
apresenta imediatamente e supostamente se coloca à nossa
disposição para resolvê-los.
É aí que entra a umbanda, quimbanda, candomblé e as
religiões e práticas espíritas de um modo geral, que são os
principais canais de atuação dos demônios, principalmente em
nossa pátria.
Os "trabalhos" e "despachos" são exigências dos demônios e
podem ser os mais variados possíveis, indo de comidas e bebidas
até os mais diversos presentes. Mais adiante o leitor saberá que
materiais são usados e quais as verdadeiras finalidades de tais
coisas.
Por que são feitos
Todos os trabalhos e despachos têm uma única finalidade:
satisfazer ao "santo" para conseguir favores, a curto prazo. É feito
um negócio entre a pessoa e o demônio. O exu promete um favor
em troca de um despacho, num determinado lugar, com dia e hora
marcados.
Quando desesperadas, as pessoas fazem qualquer coisa para
se ver livres dos seus problemas, mesmo que seja um negócio feito
com o próprio satanás. Embora tenham um certo temor, ainda
assim, devido ao desespero, não titubeiam e dão lugar ao diabo em
suas vidas.
Temos tratado constantemente de milhares de pessoas que,
na ânsia de conseguir seus objetivos, puseram-se a visitar
cabanas, centros e terreiros de feitiçaria, para consultar os mais
diversos guias infernais (erês, pretos-velhos, caboclos, exus, etc.).
Acabaram na "rua da amargura"; na miséria e desgraça total. A
maioria das pessoas que nos procura para receber orações de fé
chegam "aos pedaços", como se fossem verdadeiros quebracabeças
e, com o decorrer do tempo, vão se libertando de tudo
aquilo que as amarrava.
Os vexames passados para conseguir alguma coisa que, na
realidade, nunca atingiram, foram superados ao encontrar no
Deus Vivo tudo o que desejavam, e mais ainda.
Uma senhora me procurou pedindo ajuda em oração. Depois
de orar por ela, um exu manifestou-se dizendo ter ganho muitos
presentes para ficar naquele corpo. Após mandar o demônio
embora, ouvi daquela senhora algumas das suas experiências com
a umbanda e o candomblé.
Devido a uma perturbação mental, ela foi convidada a fazer
negócios com os exus para obter alívio. Começou assim sua viacrúcis
para o caos total. Disseram que o centro freqüentado por ela
não era muito forte e que seria melhor passar para um outro "com
mais força". Acompanhada por seu marido, foi aconselhada a ficar
sozinha para "fazer a cabeça", a fim de ficar livre do problema.
Depois de vender seu apartamento para pagar pela "obrigação",
ficou recolhida no mesmo terreiro de candomblé por mais de 60
dias.
Ali, fez o bori, a cabeça. Precisou raspar a cabeça, tomar
banho de sangue de animais e ficar dentro de um cômodo (roncó),
dormindo em uma esteira, coberta de moscas, baratas, ratos, etc...
Na verdade, quando aquela senhora "fazia a cabeça", estava
se submetendo à escravidão de satanás; dando lugar para que os
exus, caboclos, pretos-velhos e toda a sorte de demônios pudessem
se apossar do seu corpo para usá-lo como bem entendessem.

João 14.28. Jesus é inferior ao Pai?

Na Terra, como Homem, Jesus sempre fez questão de exaltar ao Pai e dar-lhe glória (Mt 11.25; Jo 17.4), mas isso não significa que Ele era inferior, haja vista as três Pessoas da Trindade serem iguais em poder. O próprio Senhor disse que era o Todo-Poderoso (Ap 1.8). Nesse caso, ao fazer a declaração contida em João 14.28, o Senhor estava em um estado de aniquilamento para cumprir a sua missão como Homem (Jo 17.5; Is 53; Fp 2.6-11).

Jesus e a sua humildade

Você sabia que o Senhor Jesus era famoso? Em Mateus 4.24, está escrito: "E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava". Sim, a fama do Mestre era grande, mas não porque Ele a buscava (Lc 4.37; Mt 8.4; 9.31; Mc 6.14). Ele fazia a vontade do Pai e sempre o glorificava (Mt 11.25; Jo 11.41,42; 17.4,5).


A falta de humildade prejudica a comunhão com Deus, pois Ele não divide a sua glória com ninguém (Is 41.24; Pv 22.4; 25.27; 27.2; Fp 2.3). Repudie, pregador, a soberba (1 Tm 3.6; Tt 1.7; Pv 16.18). Vença-a, em nome de Jesus (Lc 9.23; Is 14.12-15; Gl 2.20; Jo 3.30; Dn 4.30; At 12.21-23). Lembre-se do galardão da humildade (Pv 22.4; Mt 5.19).

Por mais extraordinárias que sejam as obras dos super-pregadores, eles estão longe do Senhor (Sl 138.6; Mt 7.23). Jesus jamais fez propaganda de milagres. Enquanto muitos afirmam: "Eu fui chamado para pregar milagres", o Mestre e os apóstolos pregavam o evangelho, e os sinais os seguiam (Mc 16.15-20). Além disso, toda a glória era dada a Deus (At 4.5-12; 14.9-18). E mais: não há registro de extração de sapos, cobras, ossos, pedras, etc. do corpo das pessoas. Isso é uma das muitas manifestações estranhas desse período que antecede o Arrebatamento da Igreja (Mt 24.24), as quais se intensificarão na Grande Tribulação (Ap 13).

Sigamos ao exemplo do Pregador-modelo; reconheçamos que toda a glória pertence ao Senhor, haja o que houver (Mt 23.8-12; At 4.1-10; 14.8-18; 1 Co 1.26-28; Mt 21.26). Lembremo-nos de que Deus só usa, de fato, os humildes (1 Pe 5.5,6; Sl 138.6; Mt 20.25-28; Ef 4.2; Cl 3.12; Mt 18.4; Tg 4.6,7; Sl 147.6; 2 Cr 7.14). Não se iluda com os espalhafatosos super-pregadores, que pensam estar sendo usados pelo Senhor. Naquele Dia, caso não se arrependam, grande será a sua decepção!

Costumes mundanos 3x0 nos assembleianos

Admirei-me do fato de o tal pregador considerar exagerada a atitude de um pastor de certa cidade, o qual pediu-lhe para não pregar de calça jeans. Ele considerou tal procedimento antagônico em relação ao de outro pastor, que o chamou para tomar um banho de mar usando um short.


É óbvio que a Assembléia de Deus, como todas as denominações históricas, possui as suas tradições ou usos e costumes. E a etiqueta, nesse caso, pede que um pregador convidado se apresente de terno e gravata. Isso não é um mal dessa denominação. Afinal, como nos apresentamos perante um juiz? E numa audiência com o Presidente da República? Como se vê, incoerente seria dar um mergulho de terno e pregar de short dentro de um templo, não é mesmo?

Incomodei-me com o fato de o tal pregador criticar os costumes de sua denominação, assumindo, ao mesmo tempo, os costumes que prevalecem no mundo! Afinal, se é costumeiro na Assembléia de Deus os obreiros vestirem terno e gravata, o que dizer de caprichos como passar gel nos longos cabelos, usar cavanhaque e vestir calça jeans surrada e camiseta de grife, além de usar lente de contato que muda a cor dos olhos? Ora, isso é um tipo de "visual" costumeiramente adotado por cantores e atores do mundo!

De acordo com a Palavra de Deus, ainda que a aparência não seja mais importante do que o nosso "homem interior" (1 Sm 16.7; Mt 23.25-28; 2 Co 4.16), o Senhor se preocupa, sim, com ela (1 Tm 2.9; Sl 103.1,2; 1 Ts 5.23). Daí o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, ter afirmado que os servos devem se sujeitar aos seus senhores, "não defraudando; antes, mostrando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Senhor" (Tt 2.10). Eis a razão de nos preocuparmos com porte e postura: somos "ornamento da doutrina de Deus".

Me refiro ao senhorito Marco Feliciano, mas acredito que têm muitos anônimos com esse mesmo tipo de pensamento.

Uma vez salvo, salvo para sempre. Tem certeza?

Os teólogos predestinalistas insistem em afirmar que Deus elegeu uns para a perdição e outros para a salvação, além de propagar a graça irresistível e a segurança absoluta da salvação. Isso fez com que o clichê "Uma vez salvo, salvo para sempre" ganhasse status de versículo bíblico. Contudo, a Bíblia não diz isso.
A respeito de Judas, a Palavra de Deus diz: "E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar" (At 1.24,25). Quem pensa, portanto, que Judas era uma "figurinha carimbada" está redondamente equivocado. Havia a profecia acerca de "um traidor", e não de Judas (Sl 41.9; Jo 13.18; 17.12). Deus, na sua presciência, sabia que ele se desviaria. No entanto, presciência divina é uma coisa, e predestinação é outra. O Senhor sabe o fim antes do começo, mas não se vale disso ao chamar pessoas à salvação e ao ministério, haja vista respeitar o livre-arbítrio. Prova disso é a própria chamada de Judas. Temos visto isso acontecer em nossos dias com grandes pregadores, verdadeiramente chamados pelo Senhor, os quais apostataram da fé, tornando-se enganadores (1 Tm 4.1; 2 Pe 2).

Noé levou o urso polar à arca?

Alguns evolucionistas admitem que houve um dilúvio, mas rejeitam o relato do livro de Gênesis, afirmando que tal acontecimento se deu há milhões e milhões de anos. Segundo eles, é fácil contestar a descrição bíblica do dilúvio.

Dizem que a arca, nas dimensões apresentadas em Gênesis (130m de comprimento, 35m de largura e 15m de altura, aproximadamente), só poderia ser construída nos dias de hoje, pois seria necessária a ajuda da engenharia moderna e de centenas de pessoas. E afirmam que Noé e sua família não conseguiriam percorrer todos os continentes em busca das espécies de animais. Como teria chegado, por exemplo, o urso polar à arca? Asseveram que seria impossível manter os animais na arca sem as técnicas zoológicas modernas. Os animais estavam fora de seu habitat. Como sobreviveriam? Como alimentar todas as espécies? Como a biologia considera extintas as espécies que possuem algumas centenas de exemplares, questionam: De que maneira um casal de cada espécie garantiria a subsistência das criaturas? Finalmente, argumentam que o ciclo hidrológico de evaporação que provoca a chuva é incapaz de prover uma quantidade de água que inundasse toda a extensão da Terra.

Bem, as questões apresentadas pelos evolucionistas concentram-se no campo racional. Eles (por mais irracional que seja o evolucionismo de Darwin) analisam tudo pela razão, sem levar em conta a existência de um Deus Todo-poderoso no controle de todas as coisas, capaz de fazer acontecer tudo o que lhe apraz. Somente o fato de que Ele estava no controle de tudo refutaria essas teses meramente racionais. Entretanto, consideraremos essas questões à luz das Escrituras.

No que diz respeito à construção do barco, Deus deu a planta a Noé, com todas as medidas. Além disso, capacitou-o com sabedoria e lhe concedeu todas as condições necessárias para construir a embarcação (Gn 6.13-22). Considerando que não havia a atual divisão continental, as espécies estavam concentradas em grande proporção na região da Mesopotâmia. Nesse caso, o trabalho de Noé no encaminhamento dos animais à arca não teria sido tão difícil.

Segundo o relato bíblico, o Senhor ensinou a Noé como preservaria as espécies dentro do barco (Gn 6.16-20). E a sabedoria de Deus é infinitamente superior às técnicas zoológicas da atualidade. Tanto é verdade que, das espécies mais frágeis, como as aves, Ele ordenou a Noé que se apanhassem sete casais, o que garantiria, de qualquer forma, a continuidade dessas criaturas sobre a terra após o devastador dilúvio (Gn 7.2-8).

O poder de Deus é ilimitado; não se restringe a leis ditas científicas (1 Tm 6.20). Se fôssemos analisar o Livro de Deus pela razão apenas, e não pela fé, não só o dilúvio seria impossível. Teríamos de negar todos os milagres registrados nas páginas sagradas. Mas, graças a Deus, o crente espiritual discerne bem tudo (1 Co 2.14-16).

Como controlador da natureza, o Deus Todo-poderoso certamente guiou os animais até à arca. Quanto ao urso polar, os próprios evolucionistas sabem que resultou da mistura de algumas espécies, sendo desnecessário explicar como ele chegou à arca, não é mesmo?

Cuidado com os falsos profetas

Como deve ser a profecia?

Sabemos que o ministério profético do Antigo Testamento terminou, e não a profecia como dom do Espírito Santo. A Bíblia diz que os profetas profetizaram até João Batista (Mt 11.13). Hoje, não se consulta mais profetas, como naquele tempo, mas Deus ainda fala profeticamente, segundo a sua soberana vontade (1 Co 12.11).


Entretanto, nem todos são profetas. Os responsáveis por essa maneira irresponsável de "profetizar" gritando ao microfone: "Profetize para o seu irmão" ou "Profetize para você mesmo isso e aquilo" são os animadores de auditório e os cantores-ídolos, que dão de ombros para as Escrituras. Esses não têm compromisso com a sã doutrina, pois a Palavra de Deus afirma, claramente, que nem todos são profetas (1 Co 12.29-31).

É lamentável quando, num culto, os crentes são estimulados a repetirem "palavras mágicas", como se fossem profecias. A bem da verdade, o correto seria que apenas dois ou três, num culto genuinamente pentecostal, profetizassem, para que os outros pudessem julgar, isto é, discernir, analisar o que está sendo proferido (1 Co 14.29,30).

Reafirmo, entretanto, que há sim profetas de Deus nos dias de hoje, e eles se dividem em dois grupos. Há os que servem nas igrejas de Deus como ministros chamados por Ele, pois o Senhor deu dons aos homens (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores) para o aperfeiçoamento do ministério (Ef 4.8-12). E existem também profetas e profetisas usados pelo Espírito, dentre o povo de Deus, durante o culto coletivo, com o dom de profecia. A descrição completa do uso desse dom, em detalhes, é apresentada em 1 Coríntios 14.

O segredo para agradarmos a Deus e sermos beneficiados por essas maravilhosas ferramentas e armas espirituais, que são os dons do Espírito Santo, é andar de acordo com a Bíblia, e não segundo o que pensamos ou sentimos. Como diz a Palavra de Deus, "Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor" (1 Co 14.37).

23 de janeiro de 2010

Orações que sobem para memória diante de Deus

"... E o anjo disse: As tuas orações subiram para memória diante de Deus" (At 10.4)

Nem toda oração sobe a memória diante de Deus, e, muitas outras, por diferentes motivos, podem chegar a presença de Deus. É certo que subirão ou chegarão para a memória diante de Deus todas as orações a Ele dirigidas com sinceridade, como expressão de fé, de altruísmo (inverso de egoísmo) e de sentimentos correspondentes com os santos propósitos de Deus.
Orações despidas de egoísmo, de vanglória, sempre sobem ao céu. Mas me refiro a orações que subiram ao para memória diante de Deus por um motivo que sempre interessa ao céu.

Cornélio era o homem dessas orações que subiram ao céu, para a memória diante de Deus. Não estava ele orando pela estabilidade do seu posto privilegiado na coorte chamada italiana. Não orava pedindo a cura de enfermidades. Orava, sim, pela revelação do conhecimento da salvação, que era o forte anseio da sua alma. Orava com humildade; orava e jejuava regularmente. Orava e praticava uma generosidade aceita por Deus. Dele lemos "Fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus. Esse homem observou claramente durante uma visão, cerca da hora nona do dia (15 horas no nosso horário), um anjo de Deus, que se aproximou dele e disse: As tuas orações e as tuas esmolas subiram para a memória diante de Deus".

As orações de Cornélio, que subiram para a memória diante de Deus, levaram o ardente desejo de se encontrar com Deus para ser salvo. E aí cumpriu-se o ditado popular: "encontraram-se o desejo e a vontade". De Deus esta escrito: "[Deus] deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade". Cornélio queria ser salvo, e orava a Deus, que quer salvar; e foi salvo. Mas observe isto: Cornélio não foi salvo somente porque orou, pois oração não salva. Orar é dirigir-se a Deus, é comunicar-se com o Deus Salvador. Também o anjo não veio pregar o Evangelho para Cornélio. Aos anjos não foi dada a missão de pregar o Evangelho. O anjo nem sequer falou de Jesus para Cornélio. Não disse: As tuas orações e as tuas esmolas subiram para a memória diante de Deus, já estás salvo, não precisas fazer mais nada para ser salvo. Nada disso!. O anjo disse: "Manda chamar Simão, por sobrenome Pedro, o qual te dirás palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa".

Não eram orações e nem esmolas de Cornélio que o salvariam. Não era o anjo que iria pregar para Cornélio. Era Pedro, o apóstolo, o pecador remido (resgatado) pelo sangue de Cristo (pelo sacrifício perfeito na cruz), que tinha a experiência da salvação.

Pedro, o então mensageiro da salvação, disse a Cornélio tudo que conhecia a respeito do Senhos Jesus, e que atravez de Jesus, Cornélio e sua família também poderiam ser remidos.

Cornélio já era movido pelo Espírito de Deus quando orava buscando o que era a sua maior necessidade - a salvação.

Quem ora preocupado com outras coisas, à parte da salvação, está orando erradamente ou subestimando o que a maior necessidade, ou buscando o que é terreno e passageiro; ou pior ainda, pode estar pondo em evidência o seu egoísmo.

Se a sua vida espiritual está abalada, se a sua comunhão com Deus está interrompida, se as dúvidas o assediam, se a esperança não o console, ore. Dirija-se a Deus. Deixe-o  ver o seu ardente e sincero desejo de reabilitação. Não morra longe de Deus. Reajuste-se com Ele. Lemos na Palavra: "Reconcilia-te, pois com ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem. Se você está na condição de náufrado, na viagem da vida, clame: "SALVA-ME SENHOR". Faça com que as sua orações subam para a memória diante de Deus. A oração que sobe para a memória diante de Deus é aquela que é feita com coração sincero de conhecer a Deus. Cuide disso, e que Deus os abençoe.

21 de janeiro de 2010

Benny Hinn é um profeta de Deus?

Não há no mundo todo um conferencista (conferencista?) tão famoso quanto Benny Hinn. É ele um profeta de Deus, um pregador da Palavra? Ou um falso profeta, um animador e manipulador de auditórios? Suas pregações costumam ter conteúdo evangelístico? Enfocam o nome de Jesus? Como se sabe, o ponto alto de suas ministrações são algumas manifestações estranhas, que ocorrem, segundo ele, devido à "nova unção" que está sobre a sua vida.

As opiniões sobre a “nova unção” propagada por Hinn são divergentes. Alguns, afirmando que não se pode limitar o poder de Deus, a defendem com veemência. Outros consideram a cena de uma pessoa caída ao chão ou rolando pelo piso de um templo, no mínimo, grotesca. O assunto é polêmico e, por isso, deve ser abordado de maneira franca, objetiva e à luz da Palavra de Deus.


O "CAIR NO ESPÍRITO" 

As argumentações “bíblicas” para se defender o “cair no Espírito” são as seguintes, resumidamente: “Em Gênesis 2.21, Deus fez Adão dormir. Por que ele não faria, hoje, o crente dormir, ao ser cheio do poder? Da mesma forma, Abraão ouviu Deus falar quando estava em profundo sono (Gn 15.12). Finalmente, Daniel, Saulo e João caíram pelo poder do Senhor (Dn 10.8,9; At 9.4-8; Ap 1.17)”.
No primeiro exemplo, Deus fez Adão dormir para formar a mulher (Gn 2.22). No caso de Abraão, o sono não foi proveniente de Deus. Ele estava cansado, depois de ficar em pé aguardando uma resposta do Senhor, que aconteceu por meio de uma tocha de fogo (Gn 15.13-21). Nenhum dos episódios, pois, fornece base para o “cairno Espírito”. Aliás, há também exemplos negativos, como o do dorminhoco Êutico (At 20.9), que inclusive estava em um culto...
As quedas de Daniel, Saulo e João também não proporcionam bons argumentos aos defensores da “nova unção”. Daniel contemplou uma grande visão, depois de jejuar durante três semanas (Dn 10.1-3). Paulo viu uma forte luz, que cegou os seus olhos (At 9.8,9). E João viu Jesus em sua glória (Ap 1.10-18). Nessas circunstâncias, seria impossível permanecer de pé. Observe que, em todos esses casos, nenhum servo de Deus foi lançado ao chão, mas caíram por terem perdido as forças ante a presença real do Senhor.
Os textos empregados para defender o “cair no Espírito” são inconsistentes à luz de seus contextos. Por essa razão, é importante ver o outro lado da moeda. Em primeiro lugar, segundo a Bíblia, Deus nos quer de pé (Ez 2.1; 11.1; Mc 10.49; Ef 5.14).
Em contraposição, quem gosta de lançar as pessoas ao chão é o Diabo (Mc 9.17-27; Lc 4.35). Jesus e seus apóstolos nunca impuseram as mãos sobre pessoas para levá-las ao chão.
Mas a prática da “queda espiritual” já está ocorrendo em muitas igrejas. Curiosamente, alguns “ministradores” de tal prática, como este articulista já presenciou, seguram as pessoas com uma das mãos na testa e a outra na parte inferior das costas, tornando a queda inevitável. Ora, se a pessoa cai de poder, por que forçar a sua queda? E sempre há obreiros para ampará-las...
Há também casos em que pessoas são derrubadas à distância, curiosamente da mesma maneira que ocorre em algumas seitas anticristãs. Assistam ao vídeo Verdade ou Mito? (volume 2), produzido pela National Geographic, Editora Abril.


Na verdade, tanto o “cair no Espírito” quanto a “unção do riso” são práticas importadas dos EUA, especialmente trazidas por Benny Hinn, recordista em vendagem de livros, que já esteve no Brasil algumas vezes, “ministrando milagres” através de sopros e golpes de paletó. Hinn, pastor do Centro Cristão de Orlando, na Flórida (EUA), leva inúmeras pessoas a caírem ao chão supostamente pelo poder de Deus.
Benny Hinn derruba muitas pessoas.Há vídeos no YouTube em que vemos até filas de pessoas para receberem o golpe de seu "paletó mágico". Mas, se de fato a unção de Deus está sobre sua vida, por que ele não levanta pelo menos uns 10% de paralíticos, em relação ao grande número de pessoas que ele derruba? Quando andou na Terra, o Senhor Jesus levantou vários paralíticos e não derrubou a ninguém. Hinn derruba milhares e não levanta nenhum paralítico... Por quê?
O Senhor Jesus nunca fez propaganda dos milagres que realizava e glorificava o Pai em tudo. No caso de Hinn, todos os holofotes estão voltados para ele. Como diria um famoso jogador de futebol, ele é "o cara".Curiosamente, os pregadores brasileiros que têm o senhor Benny Hinn como modelo são imodestos, vestem-se como astros, derrubam pessoas e são capazes de pregar (pregar?) uma hora sem citar o nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Infelizmente, muitos crentes, por não conhecerem toda a verdade acerca de Benny Hinn, consideram-no um verdadeiro deus, um profeta do Altíssimo, especialmente ungido para os últimos dias. Os fatos descritos abaixo são duras realidades, mas que devem ser levadas em consideração por aqueles que, cegamente, têm seguido aos ensinamentos de Hinn:1) Ele declarou que Jesus “... assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no excelente trabalho crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p.166). 2) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem, p.373).
3) Ensina que o homem é um pequeno deus. E afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p.119).
4) Asseverou que o homem, em princípio, voava da mesma forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria vontade: “Adão era um superser (...) costumava voar. Naturalmente, como poderia ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p.128).

5) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui de seus ossos (idem, p.373).
6) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p.56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”. Não somos nós que devemos implorar pela presença do Espírito?
7) Ele ensina que a Trindade é composta de nove pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um, espírito, alma e corpo (citado em Cristianismo em Crise, p.375).
8) Ao ser criticado, disse que gostaria de ter “uma arma do Espírito” para explodir a cabeça de seus críticos. Além disso, profere palavras funestas contra aqueles que refutam suas heresias. As ameaças abaixo, extraídas do livro supracitado (p.376), foram dirigidas ao Instituto Cristão de Pesquisas dos EUA:
“Agora eu estou apontando meu dedo para vocês com o tremendo poder de Deus sobre mim... Ouçam isto! Existem homens e mulheres no sul da Califórnia me atacando. É sob a unção que lhes falo agora. Vocês colherão o que estão semeando em suas próprias crianças se não pararem... E seus filhos e filhas sofrerão” (...)
“Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá a sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...”
9) Hinn concordou em tirar alguns erros do livro Good Morning, Holy Spirit (Bom Dia, Espírito Santo), depois de uma conversa com Hank Hanegraaff (presidente do ICP dos EUA), em 1990. No ano seguinte, admitiu seus erros e prometeu fazer alterações em seus escritos. Entretanto, depois de algumas semanas, retornou às suas velhas práticas (idem, p.375).
10) Defendendo a teologia da prosperidade, pela qual afirma que a pobreza é uma maldição, disse que Jó era carnal e mau (idem, p.103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo: “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).
11) Defensor também da falaciosa confissão positiva, declarou: “Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade...’ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”. (idem, p.295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).
Diante do exposto, é Benny Hinn um profeta de Deus? Antes de responder a essa pergunta, leia atentamente Mateus 7.15-23. Bem, agora é com você: reflita e responda, com toda sinceridade e imparcialidade, à pergunta em apreço.

20 de janeiro de 2010

Antipentecostais, neopentecostais, pseudopentecostais, pentecostais nominais e pentecostais verdadeiros

A qual dos grupos abaixo você pertence?

Antipentecostais cessacionistas. Ignorando verdades bíblicas inquestionáveis, esses irmãos em Cristo privam-se da sobrenaturalidade do evangelho, à disposição de todos os salvos (At 2.39). Alguns zombam dos crentes que creem na atualidade dos dons, manifestações e operações do Espírito. Apesar de sinceros, são racionalistas e tradicionalistas, e por isso não compreendem as manifestações espirituais (1 Co 2.14,15).

Antipentecostais cessacionistas moderados. São crentes que dizem aceitar apenas uma parte das manifestações do Espírito descritas nas Escrituras. Pensam que determinadas operações do Espírito não existem hoje só por que não passam pelo crivo de seus limitados raciocínios.

Antipentecostais extremistas. Além de cessacionistas, esses cristãos (cristãos?) nutrem uma aversão aos pentecostais, chegando a afirmar que estes estão endemoninhados. São iracundos, irônicos, invejosos, zombeteiros. Gostam de desafiar os pentecostais e consideram estes ignorantes, incapazes de refutar as suas argumentações meramente racionais.

Neopentecostais. Dizem-se e pensam que são pentecostais, mas não querem abraçar o que dizem as Escrituras. São experiencialistas e ingênuos; seguem a qualquer manifestação sem nenhuma análise, ao contrário dos crentes de Bereia (At 17.11). Para eles, modismos, como “cair no Espírito”, “dentes de ouro”, “emagrecimento”, “crescimento de cabelo”, “depósito em conta”, etc., são obras divinas, e ponto final. Mas a Palavra de Deus nos manda julgar, examinar tudo (1 Co 2.15; 1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1; 1 Co 14.29; Jo 7.24; 1 Co 10.15).

Neopentecostais apóstatas. Homens que já propagaram e defenderam o pentecostalismo bíblico. Apostatando da fé, deram ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1). Propagam heresias e modismos, como “bênção de Toronto”, “unção do riso”, conversas com santos mortos, como Paulo, Maria, etc., arrebatamentos em grupo, transferência de unção, “unção do leão”, avivamento extravagante, etc.

Pseudopentecostais. Pessoas inconversas, não-regeneradas, idólatras, que creem na intercessão dos “santos”, na mediação de Maria (ignorando 1 Timóteo 2.15 e João 14.6), chamados no Brasil de carismáticos. A Bíblia diz que o Espírito Santo é dado somente aos que obedecem a Deus (At 5.32). O Senhor Jesus afirmou que o mundo não pode receber o Espírito de verdade (Jo 14.17).

Pentecostais nominais. Crentes que dizem ser pentecostais, mas não vivem o que pregam. São teóricos e dificilmente experimentam a sobrenaturalidade do evangelho.

Pentecostais verdadeiros. O pentecostalismo é um movimento cristão, biblicocêntrico, formado por crentes em Jesus Cristo, verdadeiramente salvos, fiéis, sinceros, que seguem ao que está escrito nas Escrituras. Os pentecostais creem no que a Palavra de Deus assevera acerca do batismo no (ou com o) Espírito Santo e da manifestação multifacetada do Espírito: dons, ministérios e operações (At 2; 1 Co 12.1-11; Mc 16.15-20; 1 Co 14.26, etc).

Servos de Deus pertencentes a igrejas tradicionais. É o caso dos irmãos batistas (tradicionais), presbiterianos e de outras denominações históricas que não são pentecostais, pseudopentecostais, neopentecostais, tampouco antipentecostais.

O Apóstolo Paulo era machista, preconceituoso ou algo parecido?

É comum, hoje em dia, líderes, pregadores e teólogos verberarem contra o apóstolo Paulo. Dizem que nem tudo o que ele disse pode ser recebido como verdade vinda do alto, pois ele era fariseu, preconceituoso, influenciado pelo judaísmo, etc. Alguns afirmam até que o imitador de Cristo era contra a ordenação de mulheres ao ministério em razão de ser machista.
De fato, Paulo não é o fundamento do cristianismo, como ele mesmo admitiu: “... ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Co 3.11), mas é falta de bom senso desprezar a excelência de seu apostolado. Somente pessoas insensíveis, céticas, amantes de sua própria “verdade”, e não da revelada pelo Senhor em sua Palavra, podem ter uma atitude de desprezo às doutrinas de Deus sistematizadas pelo apóstolo Paulo.
Estaria Paulo errado quanto à justificação pela fé e tantas outras doutrinas fundamentais do cristianismo? Teria tirado de sua própria mente mistérios tão gloriosos? E quanto a outros assuntos, como os dons espirituais, a Ceia do Senhor e a ordem no culto? Tudo isso é questionável? O que pode e o que não pode ser questionado?
Movimentos como o feminismo e o pró-homossexualismo atacam a pessoa de Paulo, tachando-o de machista e preconceituoso. Na verdade, não querem aceitar o que Palavra de Deus diz nem encarar a realidade de seus pecados. Não adianta nada desqualificar o apóstolo — fazer isso significa opor-se ao próprio Deus, que o chamou para pregar o verdadeiro evangelho (Gl 1.15).
Não pense que estou fazendo uma defesa da teologia paulina, como se Paulo fosse apenas mais um dos muitos teólogos que andaram na terra. Não! Estou defendendo o evangelho, que o imitador de Cristo proclamou com autoridade incontestável. Mas chego à conclusão de que muitos inimigos de Paulo são, na verdade, inimigos da verdade do evangelho! E, se pudessem, arrancariam algumas páginas da Bíblia, como se, com isso, conseguissem alterar ou anular o que Deus determinou!
Nesses últimos dias, o evangelho teologicocêntrico conquistou o coração de muitos, que preferem desprezar parte do conteúdo das Escrituras, valorizando mais o que teólogos disseram. Sim, nesse tempo pós-moderno, em que a razão é priorizada, prevalece para muitos um evangelho filosófico, fundamentado na lógica humana.
No entanto, embora Paulo tenha usado expressões como “nosso evangelho” e “meu evangelho” (Rm 2.16; 2 Co 4.3; 2 Ts 2.14; 2 Tm 2.8), isso não denota que a sua mensagem era diferente da pregada por Jesus. Ele mesmo se empenhou em afirmar que há somente um evangelho (Gl 1.6-11). O pronome possessivo sugere apenas a sua identificação com a tarefa que lhe foi dada: pregador, apóstolo e doutor do evangelho (2 Tm 1.11). Ele pregava o que recebera diretamente do Senhor (1 Co 11.23; 15.1-4).
Ninguém tem autoridade para questionar a posição de Paulo como o maior pensador da história do cristianismo. E é preciso reconhecer que nenhum dos grandes movimentos do pensamento cristão se desenvolveu sem uma base nas epístolas paulinas. Por outro lado, Satanás, de modo sutil, tem usado o fato de Paulo ter sido um teólogo para levar os desavisados a contestar a inspiração plena da Bíblia.
Como se dá isso? Falsos exegetas e teólogos têm afirmado que existem várias teologias, e todas possuem o seu valor: a de Paulo, a de Pedro, a de João, a de Agostinho, a de Calvino, etc. Com isso, as Escrituras inspiradas por Deus são equiparadas a escritos desprovidos da especial inspiração divina — gr.theopneustos (2 Tm 3.16).
Tais hermeneutas, desprezando a unidade e a inerrância da Palavra de Deus, afirmam que os apóstolos apresentaram diferentes e contraditórias teologias: “Esse ponto doutrinário de Tiago não se coaduna com a teologia paulina”. Pura lógica humana!
Estudemos, pois, os teólogos, mas não para sermos guiados pela teologia! Firmar-se em uma teologia paulina, pedrina ou joanina seria apenas seguir a uma ideologia em detrimento de outras. Ora, seguindo ao exemplo de Paulo, devemos considerar toda a Bíblia a nossa fonte primária de autoridade (2 Tm 3.16; Rm 15.4). Ou não cremos mais na inspiração plenária das Escrituras? Tem a lógica humana tanto valor como fonte de autoridade, a ponto de questionarmos o que Paulo recebeu de Deus por revelação?

Jeová Cerol



Depois dos tristes comentários de Pat Robertson, do Cônsul do Haiti e do blogueiro Julio Severo, todos fieis servidores de Jeová Cerol, este “deus” vingativo que estabelece a sua justiça por meio de catástrofes naturais e fala através de pastores legalistas e blogueiros esquizofrênicos não pude deixar de me perguntar o porquê desta gente dizer que serve a Jesus... Já que a mim, me parecem mais sintonizados com um destes deuses pagãos, cultuados por gente igualmente maluca que se sente compelida a matar gente inocente em troca de um bacanal com 40 virgens em um motel celestial qualquer...

Esta entidade a quem estas pessoas servem não me parece Jesus, que de fato cumpriu toda a lei, mas que veio nos libertar com Seu Amor e Seu sangue inocente vertido pelos nossos pecados.

Que raios de cristianismo é este que esta gente prega? Um deus que mata a todos que abomina?

Desde quando Deus nos trata como merecemos?

Que tempo é este em que vivemos: Ou fazem do cristianismo uma religião antropocêntrica, hedonista, utilitarista, mercantilista, ganha-pão de vendilhões; Ou partem para o outro extremo e urram sem piedade esta remela mal lavada dos olhos irados de um deus menor e vingativo? Um deuzinho que mata uma mulher como D. Zilda e milhares outras de pessoas inocentes apenas para satisfazer a escatologia esdrúxula de meia dúzia de descerebrados sentados nos sofás de suas salas defecando suas regras pela boca para outro bando de fascistas que se dizem “nascidos de novo” comerem?

Uma gente “nascida de novo”, sabe-se lá a que propósito, pois em nada se parecem com quem deveriam seguir, não têm qualquer traço de misericórdia, são incapazes de levantar a mão para ajudar o próximo e, quando o fazem, antes de tudo, querem saber a quem fazem o bem, contam logo suas boas ações a mão esquerda e também a meio mundo e ainda pedem atestado de batismo e confissão antes de alimentar o faminto!?

Estou farto desta gente! Acordem! Assim disse Jesus: Cristianismo se exerce em CRUZ: Na vertical - amai o Pai sobre todas as coisas - e na horizontal - e a seu irmão como a ti mesmo.

Não há cristianismo sem o OUTRO. Os frutos do Espirito são para o OUTRO, pois é no (pelo, através, etc.) OUTRO que o Amor de Deus nos atinge. Fomos separados para ser o sal (na vida) do OUTRO e se não for assim não faz sentido algum ser fruto da misericórdia de Deus, se não temos misericórdia pelo OUTRO.

Somos ou não somos chamados para imitar a Cristo?

Estou cansado destes blogueiros profetas com síndrome de Jonas que seguem dando congestão em baleia maltratando seus PCs, escrevendo a agenda de Deus e exigindo a destruição de Ninive porque assim está escrito na cartilha de Jeová Cerol.

Ontem ao buscar no twitter a comunhão com a igreja que se preocupa com o OUTRO, me apresentaram ao vídeo a seguir. Um homem sustentando um prédio sobre seus quadris é entrevistado pela CNN. Veja o que ele disse em rede mundial direto de Nínive (ops, Porto Príncipe):

- Estou aqui preso nestes escombros, mas não tenho medo, minha família e meus amigos estão aqui me ajudando e me consolando.

A ajuda era prestada com poucas ferramentas inadequadas e um velho maçarico que mais adiante seria usado para derreter uma viga de aço e a carne do braço do homem no processo.

- O que você tem a dizer neste momento? Perguntou a repórter da CNN ao homem.

- Senhor Jesus, tu conheces a minha vida e eu sei que a mesma está em Suas mãos.

Agora diga ai meu irmão Julio Severo:

- Jeová Cerol fez ou não fez bem em punir este camarada? Imagine! Este descendente de africano amaldiçoado desde sempre (como disse você pejorativamente em seu blog em relação ao povo do Haiti) usou provavelmente a única oportunidade de se fazer ouvir além do alcance de sua voz para, imagine o absurdo, GLORIFICAR A DEUS. E você, por que não se cala?

"Não é difícil decifrar as palavras do cônsul, ainda que ditas de forma impensada. Onde há muitos descendentes de africanos, há muito vodu e candomblé. E onde há muito vodu e candomblé, há muitos descendentes de africanos. E onde há muito vodu e candomblé, há muita maldição. Pelo menos, essa é a pura realidade do Brasil e do Haiti. [...] Um ou dois terremotos serão o suficiente para acordar a sociedade brasileira para os males do politicamente correto? Duvido muito. O livro do Apocalipse deixa claro que nestes últimos dias haverá muitas pragas e tragédias ambientais, inclusive grandes terremotos, que virão como juízo e conseqüências dos pecados da sociedade. " Julio Severo

Danilo Fernandes postou no Genizah.

Pedir ou determinar?

O leitor Leandro Dias, de São Paulo, me escreveu: “A paz do Senhor, pastor Ciro. Aqui no meu bairro uma determinada igreja colocou uma faixa bem grande na frente do templo: ‘Até agora nada determinastes em meu nome. Determinai e recebereis para que o vosso prazer se cumpra’ (João 16.24). Se você ainda não aprendeu a determinar, participe de uma de nossas reuniões e aprenda a receber as bênçãos de Deus. Estou confuso; pode me ajudar?”

Conquanto pessoas estejam “determinando” sobre as suas carteiras, para que fiquem cheias de dinheiro, ou sobre os seus corpos, para que fiquem sadios, o Senhor Jesus ensina-nos a pedir ao Pai em seu nome, e não a determinar (Mt 7.7-11; Jo 14.13; 16.24, etc.). Na foto acima — tirada pelo próprio irmão Leandro — vemos um grave pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus: o de torcer as Sagradas Escrituras, fazendo-as dizerem o que não dizem (Ap 22.18,19; Dt 12.32).

Os falsos mestres torcem, falsificam as Escrituras (cf. 2 Pe 3.16; 2 Co 2.17), afirmando que o sentido do termo “pedir” equivale, no grego, a “determinar” e “exigir”. Valem-se daeisegese (não confunda com exegese), método pelo qual se cria uma doutrina, para depois encontrar na Bíblia versículos isolados, que, pretensamente, avalizem interpretações diferentes das usuais e comuns.

É pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus, repito, afirmar que o termo “pedir” em João 14.13; 15.16; 16.24,26 e passagens correlatas significa “determinar”. Fazer isso é querer ajustar a mensagem da Bíblia ao raciocínio humano. Será que todos os eruditos que traduziram as Escrituras para os vários idiomas erraram? Afinal, nenhum deles empregou “determinar” em lugar de “pedir” nas passagens supramencionadas.

João Ferreira de Almeida traduziu o verbo grego aiteõ, em João 14.13, por exemplo, para “pedirdes” (cf. ARC e ARA). Nas traduções inglesas King James Version e New Internacional Version, empregou-se o verbo ask (pedir). E, na famosa versão espanhola de Casiodoro do Reina, o verbo aplicado foi pediereis. W. E. Vine afirmou: “O verboaiteõ sugere na maioria das vezes a atitude de um suplicante, a petição daquele que está em posição inferior àquele a quem a petição é feita; por exemplo, no caso de homens ‘pedindo’ algo a Deus (Mt 7.7)...”(Dicionário Vine, CPAD, p.860).

Mas os defensores da “determinação”, quando tentam explicar o seu pecado de torcer a Palavra de Deus, se complicam mais ainda! Asseveram que determinam ao Diabo, e não de Deus! Como explicar, então, as palavras do Senhor Jesus em João 15.16: “a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda”, posto que foram dirigidas diretamente ao Pai, e não ao Diabo?

Infelizmente, muitos estão “determinando” porque aprenderam a fazer isso com o missionário fulano de tal. Mas o melhor mesmo é aprendermos com o Bom Pastor Jesus Cristo, que disse: “Pedi, e dar-se-vos-á... Porque aquele que pede recebe...” (Mt 7.7,8).

Amém, pessoal? Sim ou não?

Créditos:
Ciro Sanches Zibordi     http://cirozibordi.blogspot.com/

19 de janeiro de 2010

Pastor Presidente da Assembleia de Deus de Madureira em PB se converte ao Islamismo

Muitos fatos marcaram a permanência do Pastor João de Deus Cabral a frente da Assembleia de Deus de Madureira na Paraíba. Presidente da Igreja na Paraíba e Secretário Nacional da Igreja no Brasil durante 15 anos, não foram suficientes para ser arrebatado ao Islamismo e servir ao Deus Allah.

A revelação foi feita por João de Deus Cabral durante a madrugada deste sábado ao Programa Sales Dantas na TV Litoral/TV Diário. João de Deus agora tem como principal objetivo de sua vida será servir a Alá e construir uma mesquita nos próximos meses na Paraíba.

João de Deus revelou que durante muito tempo servindo na Assembleia de Deus e proferindo palestras pelo Brasil, sempre era indagado sobre o significado do Natal, sobre a Santa Trindade. Essa busca e interrogações levaram a um estudo interno e a busca pela verdade. Viajou por vários países e chegou a conclusão após 5 anos que não existe a Santa Trindade e que o natal não representava o nascimento de Cristo. Para João de Deus, nome de batismo mesmo, essas datas foram criadas por um imperador de Roma, como forma de estabelecer uma data única que comemorasse dia 25 de dezembro o dia do Deus Sol, mudando logo após para chamarem de nascimento de Cristo, o sol da justiça.

O ex-pastor da Assembleia de Deus na Paraíba agora se diz agora muçulmano porque não é contra os Profetas Abraão, Jacó, Isaac, Ismael, Moisés ou Jesus (que a paz esteja com todos eles), mas porque vai procurar seguir os ensinamentos recebidos por eles revelados pelo nosso Único Deus, o Altíssimo.

- Sou muçulmano não por imposição ou submissão a qualquer lei humana, mas porque aprendi a submeter-me voluntariamente a vontade de um Deus amoroso, que embora não seja meu pai, age muitas vezes como tal admoestando-me através de suas palavras presentes em seu Alcorão. Pois Ele é Clemente e Misericordioso. Não porque eu é que seja superior a ele, mas porque Allah é muito superior a nós dois. Allah hu Akbah! (Deus é Maior!). – diz o ex-pastor.

João de Deus aproveitou para convidar a todos para uma palestra Palestra sobre a Fé e Crenças Islâmicas, que será realizada no próximo dia 30 do mês em curso, no Auditório do Hotel Xênius, localizado na Praia de Cabo Branco, que será proferida pelo Sheikh Mabrouk El Sawy Said, dirigente do Centro Islâmico do Recife.

Bruna Surfistinha causa polêmica entre evangélicos no Twitter


Segundo uma notícia no portal OGalileo, Bruna Surfistinha teria gerado uma enorme polêmica ao publicar a seguinte frase em seu Twitter: "Acabei de chegar da sessão tortura. Acho que vou virar crente para nunca mais precisar sofrer com depilação!" Desde então a ex-garota de programa começou a receber vários recados de evangélicos revoltados com a declaração.

Tentando se justificar, ela disse que tinha uma amiga evangélica que não se depilava porque a igreja proibia e tentou finalizar a história pedindo desculpas por ter escrito aquilo.

Agora, diante do fato narrado, pergunto:

1) Não estariam nossas irmãs ficando ofendidas fácil demais?
2) Não teria razão, afinal, a moça ao fazer a tal comparação (pois é fato notório que existem igrejas com esses costumes “estranhos”)?
3) Por último, a grande pergunta que não quer calar: Que diacho está fazendo uma cambada de evangélicos seguindo Bruna Surfistinha no Twitter?

Eu só queria saber...

17 de janeiro de 2010

Os impérios do mundo bíblico

Império Egípcio

O Egito depois da Palestina é a terra mais salientada da Bíblia. A história dos egípcios se entrelaçam em vários momentos com a do povo israelita. Desde a chegada de Abraão ao Egito até quando José e Maria por orientação do Senhor descem para lá o Egito encontra-se´presente como uma nação poderosa e temida.
A nação egípcia dentre todos os legados deixados para a humanidade, destacou-se nas seguintes áreas:
aprimoramento da geometria e matemática; a arquitetura; a astronomia e escrita.
O império egípcio encontrava-se no nordeste africano tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, donde o Rio Nilo despeja suas águas, ao sul estava a Núbia, hoje conhecida como Sudão, ao leste o deserto do Saara e a Líbia e ao oeste limita-se o mar Vermelho.
No período denominado como Novo Império (1580- 1090 a.C.) através das conquistas através de Akhenaton, também conhecido como Amenófis, o Egito alcançou a maior expansão territorial de sua história, abrangendo a Península do Sinai e toda a palestina.
A pré-história do Império Egípcio é marcada por vários conflitos travados pelos dois reinos que compunham aquele território, chamados de:
Alto Egito, localizado ao Sul do território egípcio
Baixo Egito, localizado ao norte do território egípcio
Esses dois reinos apesar de terem uma mesma origem eram tão distintos entre si que possuíam características peculiares, tais como:
Crenças próprias;
Traços culturais próprios;
Dialetos próprios;
Costumes próprios;
Filosofia de vida própria.
Ocorre que estas diferenças tiveram seu fim quando o rei Menés unifica os dois povos, funda a cidade de Mênfis a qual a estabelece como capital dos dois povos. Finda-se portanto os longos anos de batalhas e estabelece a primeira dinastia do Egito. O Egito viveria anos de glória que jamais havia desfrutados em sua toda sua história.
A história do Egito divide-se em três partes:
Antigo Império (3.200 a.C. - 2.300 a.C.)
Médio Império (2.134 a.C. - 1.580 a.C.)
Novo Império (1.580 a.C. - 1.070 a.C. )


Império Assírio

Seu nome significa “graciosa”. Este Império é constituído pelos descendentes de Assur (Gn 10.11,22) neto de Noé.
Posição geográfica: Norte da atual Bagdá (capital do atual Iraque), indo até as imediações dos lagos Van e Urmia. Na linha leste-oeste, vai dos montes zagros até o vale do rio Habur.
Uma das cidades e capitais mais importantes do Império Assírio foi Nínive. Era uma das maiores cidades do mundo, situada à margem oriental do Tigre, cerca de seiscentos quilômetros do mar Mediterrâneo. Foi capital da Assíria nos tempos do rei Senaqueribe, entre os anos 705 a 612 a.C.(Gn 10.11,12). A fortaleza media mais ou menos cinqüenta quilômetros de extensão por dezesseis de largura. Havia cinco muralhas e três fossos (canais) que circundavam a cidade. As muralhas tinha trinta metros de altura e permitiam que quatro carros corressem lado a lado sobre elas. No segundo e terceiro milênios (A.C.) Nínive foi conhecida como sendo um centro religioso. A fama dos poderes curativos da estátua da Deusa Ishtar chegou a territórios tão distantes como o Egito.


O Império Babilônico

A grandeza da Babilônia estava construída sobre ambas às margens do Rio Eufrates. Protegia-a uma dupla muralha. De acordo com os cálculos fornecidos, por Heródoto, esses muros com 56 milhas (90,12km) de circunferência encerravam um espaço de 200 milhas quadradas (321,87 km²). De acordo com o dicionário Buckland, temos mais alguns detalhes desta grandeza: “nove décimas partes dessas 200 milhas quadradas (321,87 km²) estavam ocupadas com jardins, parques e campos, ao passo que o povo vivia em casas de 2, 3 e até 4 andares
Duzentas e cinquenta torres estavam edificadas nos intervalos dos muros, que em cem lugares estavam abertos e defendidos com portões de bronze ou cobre. Outros muros haviam ao longo das margens do Eufrates e juntos ao seu cais. Navios de transporte atravessavam o rio de um lado para o outro e havia uma porte levadiça de 30 pés (9,14m) de largura, ligando as duas partes da cidade. O grande palácio de Nabucodonozor estava situado numa das extremidades dessa ponte, do lado oriental. Outro palácio, a admiração da humanidade, que tinha sido começado por Nabopolossar, e concluído por Nabucodonozor, ficava na parte ocidental e protegia o grande reservatório.
Ao construir Babilônia, símbolo de sua opulência, Nabucodonozor não se esqueceu de reverenciar os falsos deuses. O templo de Bel é um exemplo desse exagero idolátrico. Esse monumento, com 4 faces, constituía-se em uma pirâmide de oito plataformas, sendo a mais baixa de 400 pés (121,92m) de cada lado.
O dicionário Buckland diz: “Sobre o altar estava posta uma imagem de Bel, toda de ouro e com 40 pés (12,19m) de altura, sendo também do mesmo precioso metal uma grande mesa e muitos outros objetos colossais que pertenciam a aquele lugar. As esquinas deste templo, como todos os outros templos caldaicos, correspondiam aos quatro pontos cardeais da esfera”. A grandiosidade, levou Nabucodonozor a esquecer-se de sua condição humana e a julgar-se o próprio Deus. Em consequência disso, ele foi punido pelo Todo-Poderoso. Só reconheceu a sua exiguidade, depois de passar 7 anos comendo relva com os animais. (Dn 4.24-33).


O Império Medo-Persa

No auge do império Medo-Persa detinha o domínio de 127 províncias que ocupavam os territórios desde a Etiópia até a Índia, isso equivale ao território atual de catorze países.
Com a junção dos dois reinos, Medos e Persas, tornam-se uma potência mundial. Liderados por Ciro, o persa, conquistam a cidade da Babilônia e enquanto este se ocupa nas conquistas dos territórios da Lídia, Dario, um de seus generais assume o comando da Babilônia (Dn 5.31).
No livro de Daniel este império é representado através de revelações da parte de Deus em dois capítulos. No capítulo dois é representado pelo peitoral e braços de prata da estátua, simbolizando os dois braços os dois reinos, o peitoral simboliza a unificação destes dois reinos. No capítulo sete é representado pelo urso com três costelas na boca, o urso simboliza a força deste império e a forma de seu domínio e as costelas na boca representam as três principais conquistas deste império: A Babilônia, a Lídia e o Egito.


O Império Grego

Império Grego-Macedônico
Daniel 2.39 (os braços da estátua) - Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze (ou cobre), o qual terá domínio sobre toda a terra.
O sucessor do Império Medo-Persa foi o Império Grego, Macedônico ou Helenístico, de Alexandre, o Grande, e seus sucessores.
Cobre ou bronze
Os soldados gregos foram notáveis por suas armaduras de cobre. Os seus capacetes, escudos e achas-de-pernas eram feitos de cobre. Heródoto nos diz que Psamético I do Egito viu na invasão dos piratas gregos o cumprimento de um oráculo que predisse "homens de bronze vindos do mar".
Domínio sobre toda a terra
A história relata que o Império de Alexandre se estendeu sobre a Macedônia, a Grécia e o Império Persa, incluindo o Egito e estendendo-se na direção do oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo antigo até aquele tempo.
Daniel 7.6 - Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio.
O leopardo é um animal feroz e carnívoro, notável pela rapidez e agilidade de seus movimentos, não o suficiente para representar o império Grego-Macedônico de Alexandre o Grande, ainda recebeu quatro asas, símbolo da velocidade com que Alexandre fez suas conquistas. Contudo, este grande império foi dividido em quatro partes que corresponde aos quatro generais de Alexandre, Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu.
Daniel 8.5-8 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre notável entre os olhos.
...mas sem tocar no chão... expressa, da mesma forma que o leopardo, a velocidade das conquistas de Alexandre o Grande e, o chifre notável é o próprio Alexandre.
E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no furor da sua força.
Vi-o chegar perto do carneiro; e, movido de cólera contra ele, o feriu, e lhe quebrou os dois chifres; não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; também não havia quem pudesse livrar o carneiro do seu poder.
O bode, pois, se engrandeceu sobremaneira; e estando ele forte, aquele grande chifre foi quebrado, e no seu lugar outros quatro também notáveis nasceram para os quatro ventos do céu.
Daniel 8.22 O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, porém não com a força dele.
Alexandre morreu sem providenciar a sucessão de seu trono. Primeiramente seu vacilante meio-irmão Filipe e depois o seu filho póstumo, Alexandre, foram os governantes titulares, sob a regência dos generais de Alexandre o Grande, que se esforçavam para manter a unidade do império. O império foi dividido em um número muito grande de províncias, sendo as mais importantes governadas por seis generais, como sápatras.
Após 12 anos de lutas internas, os dois reis foram mortos. Em 306 AC, Antígono declarou-se rei, juntamente com seu filho Demétrio, foi o último pretendente ao poder central sobre todo o império. Em oposição, os quatro generais, Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu, deixando as posições de sápatras, declararam-se reis dos seus respectivos territórios e, em 301 AC, na batalha de Isso, Antígono foi morto e Demétrio fugiu. Ptolomeu ficou com o Egito, Palestina e parte da Síria; Cassandro com a Macedônia e Grécia; Lisímaco com a Trácia e parte da Ásia Menor; e Seleuco ficou com a Mesopotâmia, parte da Ásia Menor, norte da Síria e o oriente.
Cerca de 20 anos depois da divisão do império em quatro partes, estas foram reduzidas a três, após Lisímaco ter sido eliminado, até que foram absorvidas, uma após outra, pelo Império Romano.
A Grécia era dividida em pequenas cidades-estados com uma língua comum, mas pouca ação conjunta. Os macedônios, de uma nação da mesma família, do norte da Grécia, conquistaram as cidades gregas e incorporaram-nas pela primeira vez num estado forte, unido. Alexandre o Grande, herdando o recentemente expandido reino Grego-Mecedônico de seu pai, partiu para a expansão do domínio macedônico e da cultura grega para o oriente, e conquistou o Império Persa.
O último rei do Império Persa foi Dario III (Codomano) que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Grânico (334 AC), Isso (333 AC) e Arbela, ou Gaugamela (331 AC).
Em 336 AC, Alexandre herdou o trono da Mecedônia, um estado semi-grego, na fronteira norte da Grécia. O pai de Alexandre, Felipe, havia já unido a maior parte das cidades-estados da Grécia sob o seu governo pelo ano de 338 AC. Alexandre provou seu valor dominando revoltas na Grécia e Trácia. Após a ordem ter sido restabelecida no seu próprio reino, propôs-se à tarefa de conquistar o Império Persa, uma ambição que herdara de seu pai. Entre os fatores que impeliram o jovem rei à realização do seu plano acham-se a ambição pessoal, a necessidade de expansão econômica, o desejo de difundir a cultura grega e uma animosidade não estranha para com os persas por causa das relações passadas destes com os compatriotas de Alexandre.
A conquista do Império Medo-Persa
Em 334 AC, atravessou o Helesponto e entrou no território persa com somente 35000 homens, magra quantia de 70 talentos em caixa e provisões para cerca de um mês. A campanha foi uma série de triunfos. A primeira vitória foi obtida em Grânico, a outra em Isso, no ano seguinte, e a próxima em Tiro, no ano seguinte àquele. Passando através da Palestina, conquistou Gasa e depois entrou no Egito, virtualmente sem oposição. Ali, em 331 AC, fundou a cidade de Alexandria. Declarou-se sucessor dos faraós e as suas tropas aclamaram-no como um deus. Quando se pôs em marcha, naquele ano, dirigiu os seus exércitos para a Mesopotâmia, o coração do Império Persa. Os persas tomaram posição próximo à Arbela, a leste da junção dos rios Tigre e Grande Zab, mas suas forças foram derrotadas e desarraigadas. As fabulosas riquesas do maior Império do Mundo estavam abertas ao jovem rei de 25 anos de idade.
Após a organização preliminar do seu império, estendeu suas conquistas para o norte e para o oriente. Em 323 AC, fez a sua capital em Babilônia, uma cidade que ainda preservava restos das glórias dos dias de Nabucodonosor. No mesmo ano, após um período de intensa embriaguez, Alexandre o Grande adoeceu e morreu de "febre do pântano", que se pensa ser o nome antigo da malária, ou uma doença correspondente.


O Império Romano
Otávio tornou-se o primeiro Imperador, governando de 27 a.C. a 14 d.C. Suas primeiras medidas tinham por finalidade reestruturar a administração do novo Estado Imperial: restringiu as funções do Senado; criou uma nova ordem administrativa (as prefeituras); melhorou as formas de cobranças de impostos; instituiu a guarda pretoriana com a função de garantir a proteção do imperador.

Na economia, Otávio incentivou a produção e protegeu as rotas comerciais. Empreendeu a construção de várias obras públicas, o que gerou muitos empregos aos plebeus.

Para ganhar popularidade, Otávio adotou a política do “pão e circo”.

A paz, a prosperidade e as realizações artísticas marcaram o governo de Otávio Augusto. O século I, em que transcorreu seu governo, ficou conhecido como “a pax romana”.

Após o governo de Otávio, o Império Romano foi governado por várias dinastias:

1. Dinastia Júlio-Claudiana (do ano 14 ao 68).

2. Dinastia dos Flávios (do ano 69 ao 96).

3. Dinastia do Antoninos (do ano 96 ao 192).

4. Dinastia dos Severos (do ano 193 ao 235).

CRISE E DECADÊNCIA DO IMPÉRIO
O império Romano, no século III, foi afetado pela crise geral do escravismo, iniciada nos reinados dos últimos Antoninos. A prosperidade romana estava alicerçada na agropecuária e, nessa época, ocorreu uma decadência na produção de técnicas agrícolas, sobretudo na Itália. Somou-se a isso a interrupção da expansão romana no Ocidente, que levou à falta de mão-de-obra escrava, barateando,assim, o trabalho livre e assalariado. Os proprietários passaram a arrendar suas terras aos colonos, instituindo o “sistema de colonato” (a permanência do camponês na terra).

Desses fatores, resultou a diminuição da arrecadação de tributos, levando o Estado a dificuldades de manter a máquina administrativa, principalmente o exército, o que culminou com as invasões bárbaras.

O DOMINATO

O Dominato era uma monarquia despótica e militar, semelhante ao helenístico, ou seja, o poder do governante tinha uma fundamentação religiosa. O nome dessa instituição derivou de dominus (senhor), que foi como passaram a se intitular os imperadores a partir de Diocleciano.

No governo de Diocleciano, foi criada a Tetrarquia. Para melhorar a defesa das fronteiras, principalmente com a pressão dos bárbaros, o Império foi dividido em quatro partes, cada uma delas com governo próprio. Na economia, Diocleciano tentou reduzir a inflação, por meio do Edito Máximo que consistia na fixação dos preços máximos para os produtos comercializados e um limite de ganhos sobre a jornada de trabalhos.

Em 313, Constantino assumiu o poder e restabeleceu a unidade imperial, valorizando a idéia de que a base do Império estava fundada nas províncias do Oriente. Estabeleceu, em 330, a capital do Império Romano na antiga colônia grega de Bizâncio, rebatizada com o nome de Constantinopla. Além disso, instituiu o Edito de Milão, no qual reconheceu a religião cristã, transformando-a na mais importante de Roma. Ainda no século IV, os bárbaros iniciaram as invasões em busca de terras férteis. Em 378, os visigodos investiram contra o Império Romano, vencendo-o na batalha de Adrianópolis.

Teodósio foi o último imperador uno, instituiindo o Edito de Tessalônica, em 330, pelo qual a religião cristã tornava-se oficial do Império.

Por ocasião da morte de Teodósio (395), o Império foi divido em Ocidente, governado por Honório, e Oriente, governado por Arcádio – ambos filhos do Imperador.

O Império Romano decaiu em 476, invadido pelos hunos.

O CRISTIANISMO

O surgimento e expansão do cristianismo estiveram ligados diretamente ao Império Romano. A princípio, os romanos tinham uma religião politeísta dividida entre doméstica e oficial. Na doméstica, as famílias consideravam seus antepassados protetores e os cultuavam. Todas as casas possuíam um altar onde eram realizados os cultos.

Os romanos cultuavam diversas divindades herdadas dos gregos como Júpiter, Vênus, Diana, Baco, Minerva, Netuno e outros.

O cristianismo surgiu na Palestina, uma província romana e, progressivamente, difundiu-se por todo o Império Romano. É uma religião monoteísta, messiânica e profética. Jesus Cristo ensinou o amor a um único Deus, ao próximo, assim como pregou a humildade e a fraternidade.

Os princípios do cristianismo são: a crença na Trindade, crença em anjos, no juízo final, na ressurreição da carne e na vida eterna. A Boa Nova dos cristãos foi pregada pelos apóstolos, no Oriente, e chegou até Roma, posterior a morte de Cristo.

Inicialmente, essa religião foi muito perseguida pelo Estado romano. Mas, após sua oficialização por Teodósio, constituiu-se como a religião universal e a mais importante do Ocidente.

CULTURA

A cultura romana foi influenciada pela cultura grega. Após sua expansão pelo Mediterrâneo Oriental, essa influência intensificou-se, na medida em que os romanos entraram em contato direto com a cultura helenística.

O Direito romano foi um dos aspectos mais importantes que os romanos deixaram para outros povos. Ele surgiu como resultado de um processo histórico lento, fruto de lutas sociais distintas entre patrícios e plebeus.

A igualdade civil conseguida entre as duas camadas sociais possibilitou o aprimoramento do jus civili romano. Por outro lado, a conquista de outros povos exigiu um tratamento especial para os mesmos, originando o jus gentium. É de suma importância a introdução dos princípios de um direito natural, como por exemplo, o direito à vida.

Na literatura, destaque para Cícero, orador; os poetas Horácio, Ovídio e Virgílio; e como historiador, Tito Lívio, autor de História de Roma.

A Arquitetura foi a arte mais desenvolvida, marcada pela grandiosidade de suas construções: muralhas, estradas, teatros, anfiteatros, templos, aquedutos, termas e outros.

16 de janeiro de 2010

Como surgem as heresias

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões,heresias” Gl 5:19,20.

Como já defini em outro artigo neste blog, a palavra grega para heresia é hairesis, que significa “escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola, etc.”, mas que com o passar do tempo adquiriu um sentido pejorativo, ainda no Novo Testamento (1 Co 11:19; Gl 5:20; 1 Pe 1:1-2), passando a expressar a idéia de “introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus”.

As heresias representam um dos principais males que atingem a igreja evangélica atual. O meio protestante, que se iniciou justamente através da luta contra os ensinos sem respaldo bíblico, hoje se vê afogado nos mais diversos modismos e heresias destes tempos trabalhosos, onde são muitas as denominações que fogem dos princípios bíblicos, e poucas, que mesmo com suas falhas, ainda mantém um considerável respeito à ortodoxia bíblica. Do mesmo modo são muitos os super-pregadores e ídolos do mundo gospel-music que propagam heresias e mais heresias, que na sua grande maioria passam despercebidas pela grande massa evangélica.

Trata-se, com efeito, de um erro não simples e tolerável, mas, como bem frisou o apóstolo Paulo, de uma das infelizes e destruidoras obras da carne, a qual jamais poderá ser esquecida e tolerada por aqueles que verdadeiramente amam a Palavra de Deus.

Mas, como surgem as heresias? Quais os motivos que as fazem nascer? O que se passa na cabeça de uma pessoa que adere e ensina uma heresia? Como sempre, a Bíblia com a resposta.

Interesses pessoais

“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples” Rm 16:17,18.

Há um paralelo cristão bem conhecido: o homem com seus prazeres e interesses desta vida (dinheiro, poder, status, prazeres da carne, etc.), e o homem com Jesus e fitado na salvação eterna da alma. Não há como estar nos dois pólos. Ou se é um homem carnal/secular, ou um homem espiritual. E um dos motivos para que as heresias surjam é exatamente este. Como bem disse Paulo, existem homens que por interesses pessoais e terrenos (“ao seu ventre”) acabam enganando seus próximos e deturpando a doutrina bíblica, servindo aos seus próprios interesses escusos.

Os tais não servem a Cristo, não são espirituais, mas servem a si mesmos, aos seus interesses materiais e ilícitos, mesmo que para isso tenham que promover escândalos contra a doutrina bíblica (i.e., disseminar ensinos contrários a ortodoxia reconhecida pela comunidade verdadeiramente cristã). Tal rebelião contra a sã doutrina é, por sua natureza e definição bíblica, voluntária e consciente, a qual vem contrariar na prática os ensinos de termos um cuidado verdadeiro uns para com os outros, principalmente para com os mais necessitados (cf. Rm 15:26,27; 1 Co 12:25,26 e Gl 2:10), e de não fraudar a Palavra e os símplices por causa de interesses pessoais.

Ganância/Avareza

“Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância” Tt 1:11(cf. 1 Pe 5:2).

“E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” 2 Pe 2:1-3 (cf. Lc 12:15; 1 Ts 2:5; Hb 13:5).

Ganância, segundo a Wikipédia, “é um sentimento humano negativo que se caracteriza pela vontade de possuir somente para si próprio tudo o que existe. É um egoísmo excessivo direcionado principalmente à riqueza material, nos dias de hoje pelo dinheiro. Contudo é associada também a outras formas de poder, tal qual influencia às pessoas de tal maneira que seus praticantes chegam ao cúmulo de corromper terceiros e se deixar corromper, manipular e enganar chegando ao extremo de tirar a vida de seus desafetos”.

A avareza, do grego pleonexia, significa a sede de se possuir mais. Essa palavra grega também é costumeiramente traduzida por ganância.

Esse sentimento nada cristão, representado por estas duas palavras, é mais um dos motivos que levam ao surgimento de falsos ensinos, e que também foi desqualificado e censurado pelo apóstolo Paulo (cf. 1 Tm 6:7-10). Na verdade é um sentimento que é englobado pelo grupo/gênero dos interesses pessoais.

É realmente comum vermos nas igrejas da atualidade pregadores e líderes que deturpam a simplicidade e pureza da Palavra, onde, movidos pela mais definida avareza/ganância, realizam sermões em que defendem suas comodidades e interesses pessoais, mesmo que para isso venham a blasfemar o caminho da verdade (deturpar a Palavra, i.e., propagar heresias) e fazer negócio pessoal através dos membros.

O pior é que, como bem a Palavra já predisse, uma grande porção dos que se dizem cristãos estão seguindo tais falsos profetas, dando crédito as suas heresias, rejeitando assim a Palavra de Deus.

Tal rebelião é também, por sua natureza e definição bíblica, voluntária e consciente, a qual também vem a contrariar os ensinos anteriormente elencados.

Falta de maturidade doutrinária

“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” Ef 4:14 (cf. At 17:11; Ap 2:2).

Notadamente um cristão que tem um conhecimento teológico mais apurado, e assim uma conseqüente estabilidade doutrinária, estará mais protegido de todo vento de doutrina que possa surgir através dos homens astutos que espalham o engodo. Uma igreja madura doutrinariamente nunca irá abraçar uma heresia, mesmo que exista quem a espalhe; e em não havendo aceitação de determinado ensino herético, o mesmo tende a ser extinto, ou ao menos se perder da memória do povo.

Tal rebelião não vem a ser estritamente voluntária e consciente, mas deve-se destacar que é responsabilidade do cristão buscar conhecimento na Palavra de Deus.

Afirmar o que não se entende

“Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas; querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam” 1 Tm 1:6,7 (cf. 1 Tm 6:4).

Ao se querer entender algo sem estar preparado para tanto, e conseqüentemente querer ensinar algo que não se tem um domínio pleno da matéria, resulta, por conseqüência lógica, em desvios doutrinários.

Tal mutação bíblica não é voluntária e consciente em sua essência, ou seja, não há dolo em quem a pratica, mas sim culpa, pois resulta de uma abordagem e explanação realizada sem propriedade do tema, movida pela arrogância de quem quis ser algo além de sua real capacidade. Não deixa, evidentemente, de ser um fato reprovado por Deus.

Conclusão

As heresias podem surgir das mais diversas formas; estas aqui expostas são apenas as principais, as quais acabam tendo uma relação bem abrangente com quase todas as heresias da cristandade.

Pelo exposto aufere-se que as heresias, para surgirem e ganharem força, dependem tanto da negligência da liderança, bem como da imperícia da grande massa dos membros. É patente que a responsabilidade dos líderes é bem maior e mais decisiva para se evitar o nascimento e difusão de heresias, mas uma igreja bem preparada biblicamente pode fugir da regra de que a mesma é o reflexo de sua liderança (mesmo sabendo que isso é bem raro).

Não existe outro remédio a não ser disseminar cada vez mais uma cultura teológica no meio evangélico, tanto de capacitação dos líderes como dos liderados. Todo o corpo eclesiástico precisa estar bem teologicamente para se evitar a alimentação das heresias no meio reformado.

Com essa qualificação, mesmo com a presença dos corrompidos de coração e mente, os quais tentarão distorcer a Palavra em proveito próprio, teremos a tranqüilidade em saber que a sã doutrina sempre será vencedora. Amém.

“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”2 Co 11:3.

Harpa Cristã

A Paz do Senhor

Para quem gostaria de ver todos os hinos da Harpa Cristã em um website, vai aí uma indicação:

Harpa Cristã


15 de janeiro de 2010

Dízimo é obrigatório para o cristão?

Esse assunto é delicado demais não é? 
Prefiro deixar essa postagem como opinião pessoal, e não fator oficial.
Se você é dizimista, continue sendo, e que o Senhor abençõe sempre sua vida material e espiritual.

É comum vermos em nosso meio frases do tipo: “Irmão, se você não der o dízimo você vai ser amaldiçoado!”, “Se quiser ser abençoado e repreender o devorador, dê o dízimo!”, e alguns vão mais além e colocam o dízimo como um fator indispensável para a salvação. Mas, afinal de contas, qual a posição do dízimo para a Igreja do Senhor Jesus? É ele um meio objetivo de se conseguir as bênçãos de Deus? A sua não observância resulta em maldição para o cristão? O que a Bíblia, principalmente o Novo Testamento, ensina a respeito do dízimo? Vamos procurar de forma sucinta e objetiva responder a estas perguntas.

O dízimo é uma obrigação para a Igreja?

Não, o dízimo não é uma obrigação para o cristão. Diferentemente da Antiga Aliança, onde fora determinado que Israel entregasse o dízimo (Lv 27:30-32; Nm 18:21-28; Dt 12:6,11,17; 14:22; Ml 3:10), não vemos no Novo Testamento nenhum ensino em relação ao dízimo com o mesmo tom imperativo da Antiga Aliança.

A passagem de Mt 23:23 (cf. Lc 11:42) é destinada aos judeus, e não aos cristãos. Já em relação ao dízimo de Abraão (Hb 7:2-9), tem-se que o mesmo, bem como o de Jacó, não passaram de atos de gratidão meramente voluntários (Gn 14:20; 28:20-22), sem nenhuma imposição escrita da parte de Deus, haja vista estas ofertas terem sido realizadas bem antes da instituição da lei.

Simplesmente não vemos em todo o Novo Testamento nenhum registro do exercício do dízimo na Igreja! Vemos que toda e qualquer espécie de contribuição financeira era realizada sob os moldes da voluntariedade (2 Co 8:3,11,12; 9:1,2,7) e da proporcionalidade das rendas de cada um (1 Co 16:2; 2 Co 8:12), mas nunca sob o crivo matemático dos 10%. Lembremo-nos do clássico caso de Ananias e Safira (At 5:1-10), onde percebemos no versículo 4 que Ananias detinha o total poder sobre o preço da herdade, não se reservando a décima parte para oferta. Ele poderia dar algum valor em oferta ou não; poderia dar a metade (Lc 19:8), tudo (Lc 21:2-4), uma terça parte, ou poderia, como bem disse Pedro, não dar nada.

É claro que nós, como cristãos, temos a responsabilidade bíblica de contribuir financeiramente para diversos fins. Valiosa é a observação do memorável teólogo Donald C. Stamps, em sua Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), no estudo “Dízimos e Ofertas”:

“Nossas contribuições devem ser para a promoção do reino de Deus, especialmente para a obra da igreja local e a disseminação do evangelho pelo mundo (1 Co 9.4-14; Fp 4.15-18; 1Tm 5.17,18), para ajudar aos necessitados (Pv 19.17; Gl 2.10; 2 Co 8.14; 9.2), para acumular tesouros no céu (Mt 6.20; Lc 6.32-35) e para aprender a temer ao Senhor (Dt 14.22,23)”.

Destaque-se que o próprio Stamps, no citado estudo, em nenhum momento afirma que o dízimo é uma prática obrigatória para a Igreja. E olha que estamos falando de uma das obras teológicas mais clássicas e difundidas do meio assembleiano, notavelmente respeitada em nosso meio.

A prática de dizimar garante a bênção de Deus?

Não, o mero ato do crente dizimar não garante, em hipótese alguma, as bênçãos de Deus sobre sua vida. Até mesmo na Antiga Aliança, onde os judeus tinham a promessa de Deus da bênção em decorrência do dízimo (Ml 3:10-12), podemos contemplar exortações como as constantes em Am 4:1-12, onde percebemos que o dízimo não era fator objetivo da proteção divina contra o justo juízo do próprio Deus. Como bem observou Donald Stamps, na já citada Bíblia de Estudo Pentecostal: “De nada valiam, pois, seus sacrifícios e dízimos”.

Semelhantemente de nada aproveitou, para a justificação perante Deus, os dízimos que o fariseu dava (Lc 18:9-14).

Lembremo-nos que não estamos, em hipótese alguma, em condições de barganhar com Deus as suas bênçãos (Mc 8:37; At 8:17-20; Rm 4:4).

Quem não observa o dízimo está sob maldição divina?

Outra vez, não. Como já exposto acima, o dízimo não é uma obrigação para o cristão, e em não sendo uma obrigação, tem-se por lógico que não há maldição para o cristão que não entrega o dízimo.

Conclusão

Podemos concluir que a prática de dizimar em si não detém valor fundamental na sistemática cristã, sendo a sua prática ou não mero fator secundário, coberto pela liberalidade da graça (cf. 2 Co 9:13). Quem pratica o dízimo com voluntariedade e alegria, com o intuito de ajudar a obra do Senhor, com certeza faz algo que agrada a Deus. Igualmente o cristão que contribui de modo racional com ofertas não delimitadas a 10%, seja para a manutenção da igreja local, de obras missionárias, ou até mesmo para ajudar aos pobres e necessitados, com certeza também estará agradando a Deus.

Lembremos, por fim, que as ofertas e dízimos devem ser para cobrir as necessidades de quem faz jus (cf. At 4:34,35; Rm 12:13; 2 Co 9:12; Ef 4:28; Fl 2:25), e nunca para enricar ninguém, seja pastor ou irmão em Cristo. O cristão é responsável pelo modo como “gasta” seu dinheiro (cf. Is 55:2), devendo fazer justiça sempre, até mesmo na hora de contribuir financeiramente para o Reino. Destinar ofertas e/ou dízimos para uma igreja mais necessitada não é errado, sendo inclusive bíblica tal prática (cf. Rm 15:26; 1 Co 16:1-3). Enfim: há muitas maneiras sadias de se contribuir financeiramente para a promoção do Reino de Deus.

Obstáculos que enfraquece nossas orações

O que é oração? É um diálogo com Deus, é expor nossas necessidades e também agradecer e bendizer o seu nome etc.

Muitas pessoas tem orado, feito até mesmo campanhas de horas, dias e meses, tem até mesmo jejuado consagrado para obter resposta de Deus, porém sem resposta; Não que isso seja errado, pois a própria bíblia nos ensina que devemos consagrar, jejuar e etc.

Vamos aprender com bíblia alguns obstáculos que impede de Deus ouvir nossas orações.



1° Obstáculo: Pedir sem fé Tg 1:6 peça com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante a onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte.



2° Obstáculo: Pedir algo, que não seja da vontade de Deus 1° Jo 5:14-15 e esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.
E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.
Muitos dizem: que devemos determinar, exigir, ordenar e até mesmo, usam uma expressão de colocar Deus na parede, que falta de reverência!



3° Obstáculo: Estar fora da vontade de Deus. A bíblia nos ensina que devemos estar dentro da vontade de Deus, para que possamos obtermos sua resposta. Jo 15:7 se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo que o que quiserdes, e vos será feito.
1° Jo 3:22 e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável a sua vista.



4° Obstáculo: Inimizade com o próximo Is 59:1-3 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; a nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir.
Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.
Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam falsamente, e a vossa língua pronuncia perversidade.
1° Jo 3:15 Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna.
Mat 5:23-24 Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.



5° Obstáculo: Inimizade conjugal 1° Ped 3:5-7 Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus e estavam sujeitas ao seu próprio marido, como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto.
Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.



OBS: As vezes temos que ouvir não da parte de Deus, isso não quer dizer que Deus não ouvi nossas orações. O apóstolo Paulo passou por essa experiência: 2° Cor 12:7-10 E, para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar.
Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim.
E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte.
Moisés também ouviu não da parte do Senhor: Deut 3:23-27
Também eu pedi graça ao Senhor, no mesmo tempo, dizendo: Senhor Jeová, já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; porque, que deus há nos céus e na terra, que possa fazer segundo as tuas obras e segundo a tua fortaleza?
Rogo-te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está dalém do Jordão, esta boa montanha e o Líbano.
Porém o Senhor indignou-se muito contra mim, por causa de vós, e não me ouviu; antes, o Senhor me disse: Basta; não me fales mais neste negócio.
27 Sobe ao cume de Pisga, e levanta os teus olhos ao ocidente, e ao norte, e ao sul, e ao oriente, e vê com os teus olhos, porque não passarás este Jordão.
Deus disse: Não para esses dois homens, não podemos negar que que Paulo e Moisés foram instrumentos de Deus.

Corinto - Uma Igreja doente

Corinto – Uma cidade da Grécia fica cerca de 64 Km de Atenas , tinha dois porto por isso se tornou um centro comercial.
Habitantes – Tinha aproximadamente 650000 habitantes na época em que Paulo escrevera a primeira carta.
Moral e Religião – Era uma cidade dominada pelo pecado. A imoralidade de Corinto estava ligada a adoração de Afrodite, deusa do amor sensual.
O templo tinha mais de 1000 prostitutas para livre prática sensual. Além disso tinha outros deuses e outros templos tais como Atenas, Apolo e Hermes.
Fundação da igreja - Paulo chegara a corinto cerca do ano 50 d.c, ficou na casa de um casal Áquila e Priscila que provavelmente já eram cristões, e que haviam sido expulsos de Roma.
A primeira igreja de corinto , portanto, teve o início na casa de Áquila. Mas, segundo era seu costume, Paulo começou pregar o evangelho na sinagoga e muitos habitantes da cidade creram no evangelho e foram batizados.
Depois da partida de Paulo de Corinto, surgiram vários problemas na igreja, a qual foi o motivo de escrever as cartas p/ exortar essa igreja doente.

A seguir alguns motivos de uma igreja doente:

1- Doente por ser uma igreja que havia divisão 1° cor 1:10-13
2- Doente por praticar imoralidade (Fornicação) 1° cor 5:1-5
3- Doente por Levar os irmão aos tribunais pagão 1° cor 6: 1-11
4- Doente por praticar idolatria. 1° Cor 10:14-18
5- Doente por Fazer aliança com o mundo 2° cor 6:14-18
6- Doente Por não ter ordem no culto 1° cor 14 26-33
7- Doente pela falta de arrependimento. 2° cor 12:21
8- Doente por ser uma igreja menina. 1° cor 3:1-3



Apesar de ser uma igreja que tinha todos os dons espirituais, a igreja de corinto era uma igreja doente, talvez para muitos hoje, seria uma igreja de referencia, pois a maioria do povo desta geração gosta é modismo e de meninice. Ah! Diz um pregador famoso: Prefiro uma igreja menina, porém a palavra de Deus nos diz em Ef 4:14 para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.Ficamos com a palavra de Deus.

A morte de Jesus descrita por um médico

É descrito abaixo as dores de Jesus, segundo um grande estudioso francês, o médico Dr. Barbet, que a redigiu fazendo referencias aos Evangelhos; e o Sudário dá a possibilidade de entender, realmente, as dores de Jesus durante a sua paixão;

“Eu sou sobretudo um cirurgião: ensinei por muito tempo. Por anos vivi em companhia de cadáveres; na minha carreira estudei a fundo a anatomia. Posso então escrever sem presunção.

Jesus, entrando no Getsêmani – escreve o evangelista Lucas – rezava mais intensamente. E aconteceu que descia um suor ‘como gotas de sangue’ que caíam até o chão. O único evangelista que se refere ao fato é um médico, Lucas, e o faz com precisão de um clínico. O suar sangue, ou hematidrose, é um fenômeno raríssimo. Produz-se em condições excepcionais e para provocá-lo é preciso uma prostração física, acompanhada por um choque moral violento, causado por emoção profunda ou por grande medo. O pavor, o susto, a angústia terrível por sentir-se carregado de todos os pecados dos homens, devem ter esmagado Jesus.

Tal tensão extrema produz a ruptura das veias capilares que estão abaixo das glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se recolhe sobre a pele, depois escorre pelo corpo todo até o chão.

Conhecemos a farsa do processo montado pelo sinédrio hebreu, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede e ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o amarram pelos pulsos a uma coluna do átrio. A flagelação efetua-se com fitas de couro múltiplas sobre os quais são fixadas duas bolinhas de chumbo e de ossinhos. Os sinais do sudário de Turim são inúmeros; a maior parte das chicotadas é nos ombros, na coluna, na região lombar e também no peito.

Os carrascos devem ter sido dois, um para cada lado, de igual envergadura. Golpearam e açoitaram a pele já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele dilacera-se e racha-se; o sangue esguicha. Em cada golpe Jesus pula em um sobressalto de dor. As forças diminuem, um suor frio banha-lhe a fronte,a cabeça roda em vertigem de náusea, arrepios lhe correm na coluna; se não estivesse amarrado pelos pulsos a uma grande altura, acabaria em uma poça de sangue. Depois a zombaria da coroação. Com espinhos compridos, mais duros do que os de acácia, os carrascos teceram uma espécie de capacete e o colocaram em sua cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo e o fazem sangrar (os cirurgiões sabem quanto sangra o couro cabeludo). Pelo sudário revela-se que um forte golpe de pau, dado obliquamente, deixou na face direita de Jesus uma chaga horrível; o nariz está deformado por uma fratura na parte cartilaginosa.

Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem despedaçado à multidão enfurecida, o entrega para a crucifixão. Carregam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz, que pesa uns cinquenta quilos. O pau vertical já está plantado no Calvário. Jesus caminha a pés descalços, em uma estrada cheia de pedras. Os soldados o açoitam com cordas. O percurso, por sorte, não é muito comprido, cerca de 600 metros. Jesus, com dificuldade, arrasta um pé após o outro; muitas vezes cai sobre os joelhos. E o ombro de Jesus está coberto de chagas. Quando Ele cai no chão, a trave foge-lhe e esfola-lhe o dorso.

No Calvário começa a crucifixão. Os carrascos despojam o condenado mas a sua túnica está colada às feridas e tirá-la é atroz. Vocês nunca tiraram a gaze do curativo de uma grande ferida contusa ? Vocês mesmos não sofreram esta prova que pede às vezes anestesia ? Podem então ter consciência do que se trata.

Cada linho do tecido adere à carne viva; ao tirar a túnica, as terminações nervosas descobertas pelas chagas laceram-se. Os carrascos tiram a túnica com força violenta. Como é que aquela dor atroz não provoca uma síncope ?

O sangue recomeça a escorrer, Jesus é estendido de costas. As suas chagas encrostam-se de pó e de brita. Estendem-no sobre o braço horizontal da cruz. Os carrascos tomam as medidas. Um pouco de goma na madeira para facilitar a penetração dos pregos: horrível suplício.

O carrasco pega um prego comprido, pontudo e quadrado, o apoia no pulso de Jesus, com um golpe firme de martelo o crava e o bate firmemente na madeira. Jesus deve ter contraído o rosto espantosamente. No mesmo instante o seu polegar, com um violento movimento, põe-se em oposição; na palma da mão o nervo mediano é puxado. Pode-se imaginar o que Jesus deve ter experimentado: uma dor terrível, agudíssima, que difundiu-se nos dedos, repuxou, como língua de fogo no ombro, fulgurou-lhe o cérebro. É a dor mais insuportável que um homem possa experimentar, aquela dada pela ferida de grandes centros nervosos. Normalmente provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus, não. Se ao menos o nervo tivesse sido cortado completamente! Ao invés (se constata muitas vezes experimentalmente) o nervo foi destruído só em parte; a lesão do centro nervoso fica em contato com o prego; quando o corpo estiver suspenso na cruz, o nervo se estenderá fortemente, como uma corda de violino tensa. A cada sacudida, a cada movimento, vibrará, despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas. O carrasco e seu ajudante seguram as extremidades da trave; levantam Jesus colocando-o primeiramente sentado e depois de pé, depois fazendo-o caminhar para trás. Põem em cima do pau vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz em cima do pau vertical. Os ombros da vítima se entregam dolorosamente, sobre a madeira áspera. As pontas da grande coroa de espinhos dilaceram o crânio. A pobre cabeça de Jesus está inclinada para frente, pois a espessura do capacete de espinhos lhe impede de encostar-se à madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam as fincadas agudíssimas.

Pregam-lhe os pés.

É meio-dia; Jesus tem sede. Não bebeu nada desde a tarde precedente. A sua feição é tensa, o rosto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe arde em sede, mas Ele não pode degludir. Tem sede. Um soldado lhe estende, sobre a ponta da lança, uma esponja de uma bebida ácida, usada entre os militares. Tudo isso é uma tortura atroz.

Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai acentuando-se: os deltóides e os bíceps estão tensos e levantados, os dedos encurvam-se. Dir-se-ia um ferido atingido pelo tétano. É o que os médicos chamam de tetania, quando as câimbras se generaliza: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis; depois os interdorsais, os do pescoço e os respiratórios. A respiração fica, pouco a pouco, mais curta. O ar entra, mas não consegue sair, Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, o seu rosto pálido, pouco a pouco, se torna vermelho, depois empalidece em violeta purpurino e enfim em cianótico.

Jesus, atacado por asfixia, sufoca. Os pulmões inchados de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora das órbitas. Que dores atrozes devem ter martelado seu crânio!

Mas o que acontece ? Devagar, com um esforço sobre-humano, Jesus achou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Fazendo força, com pequenos golpes, levanta-se aliviando a tensão dos braços. Os músculos do tórax distendem-se. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto retoma a palidez primitiva. Por quê este esforço ? Porque Jesus quer falar: “Pai perdoa-lhes: eles não sabem o que fazem”. Depois de um instante o corpo recomeça a se afrouxar e recomeça a asfixia. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na Cruz: a cada vez que quer falar, deve levantar-se segurando-se em pé por um dos preos; inimaginável.

Daí a pouco serão 3 da tarde. Jesus está sempre lutando; de vez em quando se levanta para respirar. É a asfixia periódica que o está estrangulando. Uma ruptura que dura 3 horas.

Todas as suas dores: a sede, as câimbras, a asfixia, as vibrações dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: “Meu Deus, meu Deus: por quê me abandonaste:”

A Mãe de Jesus estava aos pés da cruz. Podem imaginar o sofrimento daquela mulher ?

Jesus grita: “Tudo está consumado”. Depois, em alta voz: ‘Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito’.

E morre.”