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24 de janeiro de 2010

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Noé levou o urso polar à arca?

Alguns evolucionistas admitem que houve um dilúvio, mas rejeitam o relato do livro de Gênesis, afirmando que tal acontecimento se deu há milhões e milhões de anos. Segundo eles, é fácil contestar a descrição bíblica do dilúvio.

Dizem que a arca, nas dimensões apresentadas em Gênesis (130m de comprimento, 35m de largura e 15m de altura, aproximadamente), só poderia ser construída nos dias de hoje, pois seria necessária a ajuda da engenharia moderna e de centenas de pessoas. E afirmam que Noé e sua família não conseguiriam percorrer todos os continentes em busca das espécies de animais. Como teria chegado, por exemplo, o urso polar à arca? Asseveram que seria impossível manter os animais na arca sem as técnicas zoológicas modernas. Os animais estavam fora de seu habitat. Como sobreviveriam? Como alimentar todas as espécies? Como a biologia considera extintas as espécies que possuem algumas centenas de exemplares, questionam: De que maneira um casal de cada espécie garantiria a subsistência das criaturas? Finalmente, argumentam que o ciclo hidrológico de evaporação que provoca a chuva é incapaz de prover uma quantidade de água que inundasse toda a extensão da Terra.

Bem, as questões apresentadas pelos evolucionistas concentram-se no campo racional. Eles (por mais irracional que seja o evolucionismo de Darwin) analisam tudo pela razão, sem levar em conta a existência de um Deus Todo-poderoso no controle de todas as coisas, capaz de fazer acontecer tudo o que lhe apraz. Somente o fato de que Ele estava no controle de tudo refutaria essas teses meramente racionais. Entretanto, consideraremos essas questões à luz das Escrituras.

No que diz respeito à construção do barco, Deus deu a planta a Noé, com todas as medidas. Além disso, capacitou-o com sabedoria e lhe concedeu todas as condições necessárias para construir a embarcação (Gn 6.13-22). Considerando que não havia a atual divisão continental, as espécies estavam concentradas em grande proporção na região da Mesopotâmia. Nesse caso, o trabalho de Noé no encaminhamento dos animais à arca não teria sido tão difícil.

Segundo o relato bíblico, o Senhor ensinou a Noé como preservaria as espécies dentro do barco (Gn 6.16-20). E a sabedoria de Deus é infinitamente superior às técnicas zoológicas da atualidade. Tanto é verdade que, das espécies mais frágeis, como as aves, Ele ordenou a Noé que se apanhassem sete casais, o que garantiria, de qualquer forma, a continuidade dessas criaturas sobre a terra após o devastador dilúvio (Gn 7.2-8).

O poder de Deus é ilimitado; não se restringe a leis ditas científicas (1 Tm 6.20). Se fôssemos analisar o Livro de Deus pela razão apenas, e não pela fé, não só o dilúvio seria impossível. Teríamos de negar todos os milagres registrados nas páginas sagradas. Mas, graças a Deus, o crente espiritual discerne bem tudo (1 Co 2.14-16).

Como controlador da natureza, o Deus Todo-poderoso certamente guiou os animais até à arca. Quanto ao urso polar, os próprios evolucionistas sabem que resultou da mistura de algumas espécies, sendo desnecessário explicar como ele chegou à arca, não é mesmo?

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