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4 de março de 2010

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Os 10 pecados da Igreja Contemporânea

O leitor Felipe Huvos Ribas pediu uma análise sobre uma pregação do pastor batista calvinista Paul Washer. A pregação se refere as “Dez acusações contra a igreja moderna”. Os pontos estão logo abaixo e faço a análise logo depois da frase. Mas adianto que os pontos defendidos por Paul Washer são importantes e relevantes, além de verdadeiros.

- Primeira acusação: Uma negação prática da suficiência das Escrituras

Infelizmente esse pecado afeta diretamente os pentecostais. Muitos falam em suficiência das Escrituras, mas ao mesmo tempo apelam para profecias, revelações, sonhos e palavras pastorais com a mesma autoridade bíblica. Muitos se comportam como se os seus pastores fossem papas e tudo o que dizem vale como doutrina.

- Segunda acusação: Um desconhecimento de Deus

Outra acusação coerente com os nossos dias. Uns dizem em tom anti-intelectual que “Deus não é para ser entendido, mas para ser adorado”. Ora, há um real perigo em não buscar um conhecimento de Deus e sobre Deus. O grande perigo é a adoração de um falso deus. Precisamos buscar conhecimento sobre Deus na intimidade e intelectualmente.

- Terceira acusação: Uma falha ao falar da depravação do homem

Mais um ponto de deficiência. Vivemos em uma sociedade que os homens já não têm consciência de pecado. Nesse estado é preciso um resgate do conceito de “depravação humana”. Agora, levar tal doutrina ao extremo é perigoso. O homem, apesar de caído (ou depravado), ainda manifesta a imagem de Deus. Como lembra o teólogo e filósofo Francis Schaeffer:

Gostaria de acrescentar aqui que os evangélicos frequentemente têm caído no grave erro de destacar demasiadamente o fato de que o homem está perdido e debaixo da ira de Deus, sugerindo que ele é um nada- um zero à esquerda. Não é isso que a Bíblia diz. Há algo de grandioso no homem, e talvez tenhamos perdido nossa maior oportunidade de evangelização, em nossa geração, por não frisarmos que é a Bíblia que explica por que o homem é grandioso. Entretanto, o homem não é só nobre... Mas também é cruel... O segundo dilema é o contraste que existe entre a dignidade humana e sua crueldade. [1]

Portanto, precisamos pregar sobre a depravação do homem e também sobre a imagem e semelhança de Deus.

- Quarta acusação: Uma ignorância do Evangelho de Jesus Cristo

Isso nem se fala. Ignorância é o que não falta sobre o Evangelho de Jesus Cristo. Se prega falando sobre o Evangelho, mas na realidade está longe disso. Fala-se em evangelho pleno pregando um falso “evangelho da saúde e prosperidade”.

- Quinta acusação: Um desconhecimento da doutrina da regeneração

Esse é um fato grave. Um dos maiores pecados da Igreja Católica foi o esquecimento do “nascer de novo”. Infelizmente a igreja evangélica corre para a mesma derrocada. Quase mais não se prega sobre o “nascer de novo”, pois esse tema não encontra espaço dentre dos arraias triunfalistas. Não pregar o “nascer de novo” é deixar o básico da mensagem cristã.

- Sexta acusação: Um apelo não-bíblico.

Nossa consciência deveria focar que a salvação está em Cristo. Quem opera o arrependimento no homem é o Espírito Santo. Não adianta empregar técnicas de marketing, persuasão através do medo ou ainda a manipulação emocional. Fato é que esses métodos não produzem conversão genuína. Cabe a igreja convidar o homem ao arrependimento e apelar para o Espírito Santo, que convence o pecador da justiça e do juízo. O teólogo e psicoterapeuta Antônio Tadeu Ayres escreveu:

Não há dúvida de que, na época, o método (do apelo) deu resultado e que, também em nossos dias, conversões genuínas têm ocorrido através dele. Entretanto, não se pode negar que, em alguns casos, esta maneira de proceder tem sido ainda a causa de enfermidades emocionais, pois procura mostrar um Deus terrível e castigador ao invés de um Deus de bondade e justiça. [2]

- Sétima acusação: Uma ignorância sobre a natureza da Igreja.

Outro grave erro. A igreja é a comunidade de salvos, não grandes e luxuosos templos ou denominações burocráticas e politiqueiras. A igreja é o corpo místico de Cristo, que reúne gente de toda tribo, língua, povo e nação. Não é parede e nem cadeira, muito menos depende de um teto. Infelizmente a cultura “templista” no Brasil, de herança no catolicismo romano, leva muitos a esquecerem o real sentido de igreja, que é a comunidade de fiéis.

- Oitava acusação: Uma falta de disciplina eclesiástica amorosa e de compassiva.

Há dois extremos na igreja brasileira. Ou se disciplina por besteiras, principalmente em questões ligadas aos usos e costumes, como disciplina por usos de jóias ou corte de cabelo (acusações que só recai sobre as mulheres). Ou não se disciplina do modo algum. Muitas igrejas esqueceram a arte da disciplina, que não tem como propósito piorar a vida de um transgressor, mas levá-lo a recuperação. Disciplina é para tirar o pecado da congregação e não para humilhar alguém.

- Nona acusação: Um silêncio sobre santificação.

Santificação. Os legalistas distorcem com suas regras extrabíblicas, do tipo “não proves, não manuseeis, não toques”. Os libertinos distorcem pelo seu modo dissoluto de viver a vida. Portanto, uma igreja legalista (tudo é pecado) e uma igreja libertina (é proibido proibir) distorcem por completo a mensagem de santificação.

- Décima acusação: Uma substituição do que as Escrituras dizem a respeito da família pelo que psicologia e sociologia falam.

A psicologia e a sociologia têm grande valor. Ora, são ciências humanas importantes para o desenvolvimento social do Século XX e XXI. Agora, os valores bíblicos é que devem nortear a vida e a família cristã. Psicólogos e sociólogos comprometidos com valores mundanos usam sua ciência para ensinos perniciosos, que levam a permissividade abusiva. É preciso examinar tudo e reter o que é bom. Felizmente hoje em dia há muitos psicólogos cristãos que fazem uma autocrítica de sua atividade. Agora, até psicólogos não cristãos sérios e comprometidos com o método científico não ficam conformados com tudo o que Freud ou Jung falaram. São eternos pesquisadores.

Portanto, os pontos citados por Paul Washer são importantes para a atual geração. Diante disso lembramos que as pedras estão clamando!

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