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5 de maio de 2010

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O porquê da salvação

O homem tal como fora criado, não necessitava de salvação e nem podia entender o seu significado, ou o de salvador. Porém, conforme sabemos, o homem pecou ao desobedecer à Palavra de Deus. Agora, sim, ele ia entender o significado e o porque da salvação.
Portanto, a razão da necessidade da salvação e de um salvador, foi o pecado. Aqui, nesta oportunidade, vamos falar sobre o mesmo, mas de forma superficial. Isto porque a Doutrina do Pecado, conhecida como "Hamartiologia", será tratada, com profundidade, em livro próprio, intitulado "Anjos, Homens e Pecado".
A UNIVERSALIDADE DO PECADO
O termo "pecado" origina-se da expressão grega "hamartia". No hebraico é "Hattah"; no latim é "pecatum". Ele, na verdade, existe em todas as línguas, pois, uma de suas características é a "universalidade". A Bíblia diz que "... todos pecaram..." - (Romanos 3:23).
A razão da universalidade do pecado está no fato de que não há lugar na terra onde o homem possa estar livre do pecado e de suas consequências, porque o pecado está dentro do homem, sendo a causa primeira de todos os seus sofrimentos. Por esta razão o profeta Jeremias, diz –
"De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados" - (Lamentações 3:39).
Salomão tinha consciência da universalidade do pecado e em sua oração, na dedicação do templo, afirmou –
"Quando pecarem contra ti, pois não há homem que não peque..." - (I Reis 8:46).
Também Davi entendeu esta verdade, quando afirmou –
"Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um" - (Salmos 53:3).
Paulo confirmou a doutrina da universalidade do pecado –
"Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado, como está escrito: Não há um justo, nem um sequer" - (Romanos 3:9-10).
Também João foi enfático, afirmando –
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós" - (1 João 1:9-10).
No seu caráter universal o pecado e a morte nivelam todos os homens –
"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" - (Romanos 5:12).
"Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos" - (Romanos 5:19).
O sangue de Jesus, um antídoto universal contra o pecado
Se é verdade que uma das características do pecado é o seu caráter universal, também é verdade que o Senhor Jesus morreu por todos os homens e seu sacrifício expiatório teve um alcance, também, universal –
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" - (João 3:16).
A expressão "Todo aquele que nele crê" não exclui nenhuma criatura humana, porque "Deus não faz acepção de pessoas" - (Atos 10:34).
O profeta Isaías falando profeticamente sobre Jesus, afirmou que –
"... o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" - (Isaías 53:6).
Não existe pecado, de qualquer natureza, que possa resistir à ação do sangue de Jesus, conforme afirmou o apóstolo João –
"Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado" - (I João 1:7).
Grave esta expressão final –
"O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado".
João Batista, o homem escolhido por Deus para apresentar seu Filho ao mundo, apresentou-o como aquele que veio para tirar o pecado do mundo –
"No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" - (João 1:29).
Pela Bíblia sabemos que, Satanás foi o autor do pecado, pois o pecado originou-se em seu coração –
"E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte" - (Isaías 14:13).
Perceba a expressão – "E tu dizias no teu coração". Portanto, o pecado originou-se no coração de Satanás - "Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti" - (Ezequiel 28:14-15).
Não foi, pois, sem razão que Deus providenciou um antídoto tão poderoso e eficaz que,
"... onde o pecado abundou, superabundou a graça" - (Romanos 5:20).
Verdadeiramente o Senhor Deus não mediu esforços para neutralizar de forma total e absoluta esta ação maligna de Satanás, chamada pecado. Paulo tinha consciência deste desejo de Deus, quando afirmou –
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós..." - (Romanos 6:14).
O crente em relação ao pecado
"Depois, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: Eis que já estás são; não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior" - (João 5:14).
"E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais" - (João 8:11).
"Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão" - (Mateus 18:15).
"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo" - (I João 2:1).
Acreditamos que estas, bem como outras passagens bíblicas, falam que uma pessoa depois de perdoada, pode novamente, pecar. O Senhor Jesus sempre dizia –
"Vai, e não peques mais". Então, é porque havia a possibilidade de pecar. Em Mateus 18:15,
Ele falou do pecado de um irmão contra outro irmão. João, por sua vez, advertiu os irmãos para que não pecassem, porém afirmou – "Se alguém pecar..." Um crente salvo pode pecar. Mas, preenchida as condições bíblicas para se obter o perdão, pode ser perdoado.
Isto para nós é ponto pacífico, embora nem todos pensem desta maneira. Este, conforme sabemos, uma corrente de pensamento.
Davi pecou e foi perdoado – II Samuel, 11 e 12
Ele reconheceu seu pecado – "Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor" - (II Samuel 12:13).
Ele se humilhou, clamou por misericórdia... Chorou! –
"Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares" e " Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário" - (Salmos 51:1-4 e 9-12).
Davi foi perdoado, restaurado. Continuou sendo uma bênção nas mãos de Deus.
O filho pródigo pecou e foi perdoado! – Lucas 15:11-32
Esta passagem bíblica não nos parece uma parábola. Trata-se de uma história que, ao que tudo indica, foi verídica. É certo que neste capítulo o Senhor Jesus não estava discorrendo sobre a possibilidade de um crente pecar e ser perdoado.
Na verdade ele estava falando sobre coisas perdidas. Uma ovelha que se perdeu no campo, porque, de forma inconsciente, afastou-se do rebanho e, por negligência do pastor, perdeu-se!
Uma moeda que se perdeu dentro da própria casa, porque a casa estava escura e suja.
Um filho que, ao contrário da ovelha que agiu de forma inconsciente, ele, de forma consciente, quis deixar sua casa e deixou!
Contudo, sua história preenche todas as condições para representar um crente que deixa a igreja, perdendo-se no mundo, mas que depois reconhece seu estado de miséria espiritual e resolve voltar.
No caso de Davi tudo indica que seu regresso não demorou. Porém, o filho pródigo, ao deixar a casa do pai – "Partiu para uma terra longínqua". A expressão "uma terra longínqua" pode dar a idéia de que ele demorou a voltar.
Ele voltou, porém, não sem antes preencher as condições: reconheceu seu estado de miserabilidade, tomou uma decisão de levantar-se e ir, levantou-se... e foi. Chegou diante do pai, reconhecendo-se culpado, confessou sua culpa e pediu perdão – "E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho" - (Lucas 15:21).
Não foi apenas perdoado, mas também, restaurado a sua condição de filho -
" Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se" - (Lucas 15:22-24).
Outros exemplos, é claro, poderiam ser citados para confirmar o pensamento de que um crente está sujeito à pecar, mas, pecando, quando preencher as condições bíblicas para receber o perdão, pode ser perdoado... e restaurado.
O crente e o pecado
Sabemos que o crente ao aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador adquire imunidade em relação ao poder e a culpa do pecado. Porém, continua sujeito as suas consequências.
O crente em relação ao poder do pecado
Como filho de Deus o crente está isento de ter que sofrer a ação do poder do pecado. É sabido que o senhor tem poder sobre seus servos, ou escravos. O Senhor Jesus afirmou que –
"... todo aquele que comete pecado é servo do pecado" - (João 8:34).
Sendo o pecado um instrumento de Satanás, então o servo do pecado é, também, servo de Satanás. Satanás, como se sabe, é mau por natureza.
Conforme afirmou Jesus a respeito dele, sua missão é "matar", "roubar" e "destruir" – João 10:10.
Basta, pois, dar uma olhada pelas ruas de uma cidade grande para se observar o que ele faz com os "servos do pecado". Castiga, oprime, sem qualquer misericórdia. O poder do pecado corrompe, destrói, mata!
O crente, o filho de Deus está livre do poder do pecado
Conforme vimos, um crente pode pecar, mas não pode ser obrigado a pecar. O "filho pródigo" só saiu da casa de seu pai porque quis sair. Ninguém, e nada poderia obrigá-lo a deixar aquela casa. Somente o dono da casa poderia fazê-lo, porém, Jesus, como dono da igreja, disse que –
"... o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" - (João 6:37).
Assim é que, a Palavra de Deus diz –
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça" - (Romanos 6:14).
Também, neste sentido, disse o Senhor Jesus –
"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" - (João 8:36).
Nesta expressão – "sereis livres" inclui-se, também, a liberdade para não mais pecar.
Foi esta verdade que os judaizantes, no tempo de Paulo, não entenderam e, não apenas perseguiam, como também difamavam o apóstolo.
Eles não conseguiam entender quando Paulo ensinava que os cristãos não estavam mais debaixo da lei, mas livres dela e que deveriam viver "na liberdade com que Cristo vos libertou", sendo guiados pelo Espírito –
"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão" - (Gálatas 5:1) e "Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei" - (Gálatas 5:18).
Eles entendiam que essa liberdade sem a lei levaria a nação de Israel ao cáos, à completa ruína, especialmente no campo da moral. Muitos daqueles mestres do judaísmo ao perseguirem Paulo julgavam estar prestando um bom serviço ao Senhor, seu Deus. Para eles Paulo era um herege.
Na verdade o que Paulo ensinava era o viver "na liberdade com que Cristo libertou", mas, liberdade que conferia ao cristão a força para não pecar, vivendo uma vida de santificação. Ele dizia –
"Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos" - (II Coríntios 8:9).
Liberdade para não pecar era a síntese do ensino de Paulo –
"Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade" - (Gálatas 5:13).
Esta liberdade para escolher o servir a Deus e rejeitar o mundo só pode ser obtida na pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo. Foi Ele quem disse que
"Todo aquele que comete pecado é servo do pecado", mas, "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" – (João 8:4, 36).
Assim, não adianta o ímpio dizer que vai mudar de vida, que vai abandonar este ou aquele vício, que não vai mais pecar, e promessas semelhantes. De acordo com a Bíblia ele é servo do pecado. Servo tem que obedecer a seu senhor, e a ordem é ter que continuar pecando.
Com o crente, o filho de Deus, que conheceu a verdade e por ela foi liberto – João 8:32, é diferente: ele é livre para não mais pecar. Satanás pode tentar, e ele tenta. Este é o seu papel e sua função. Ele é o tentador. Tentou o próprio Jesus!
Mas, o que ele não pode é obrigar um crente salvo a pecar, pois o crente está livre do poder do pecado. Foi o que ensinou Paulo –
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça" - (Romanos 6:14).
Portanto, em Cristo, o crente está livre do poder do pecado.
O crente salvo, o filho de Deus, está livre da culpa do pecado
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" - (II Coríntios 5:17).
"Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito" - (Romanos 8:1).
Ninguém poderá viver em paz, se estiver carregando um sentimento de culpa. O Senhor Jesus prometeu "alívio" aos que viessem a Ele –
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma" - (Mateus 11:28-29).
"Alívio" e "descanso" para a alma só podem ser alcançados com a remoção de todo sentimento de culpa. O Senhor Jesus faz isto com o pecador que vai a Ele. Foi isto o que afirmou o profeta Isaías –
"Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" - (Isaías 53:5-6).
Uma das táticas usadas por Satanás é a de procurar fazer com que o crente se lembre de seus pecados praticados antes de ter aceitado Jesus como seu Salvador, sentindo-se culpado por tê-los praticado. O pecado, uma vez perdoado, é como se nunca tivesse sido praticado. A Palavra de Deus nos diz que eles são lançados nas "profundezas do mar" e que Deus não se lembrará deles –
"Tornará a apiedar-se de nós, subjugará as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar" - (Miquéias 7:19 ).
"E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades" - (Hebreus 10:17).
O "homem novo" não herda as mazelas do "velho homem", que morreu –
"... as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo". Não esqueça disto!
Conta-se que no auge da reforma, Satanás, em visão, apareceu a Martinho Lutero e apresentou-lhe uma extensa lista de pecados que teriam sido praticados por ele.
Lutero olhou a lista, disse que reconhecia todos como tendo sido praticados por ele, porém disse a Satanás:
escreva embaixo que "...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado" - ( I João 1:7).
Satanás, imediatamente, desapareceu!
Lembre-se, irmão, todos os seus pecados cometidos no tempo de sua incredulidade, o Senhor Jesus levou-os sobre si, na cruz do Calvário. Naquele exato momento em que você o aceitou como seu Salvador, você foi declarado justo, ou justificado, diante de Deus. Todos aqueles pecados "caíram sobre Ele" e é como se você nunca os tivesse cometido –
"Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo" - (Romanos 5:1).
Lembre-se que afirmamos que ninguém poderá viver em paz, se estiver carregando um sentimento de culpa. Mas, o Senhor Jesus afirmou –
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou..." - (João 14:27).
Você pode desfrutar de "sua paz", porque –
"... agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito" - (Romanos 8:1).
O Senhor Jesus nos livra da culpa do pecado. Lembre-se disto!
Portanto, em Cristo, o crente está livre da culpa do pecado
Porém, o crente salvo, o filho de Deus, não está livre das consequências do pecado
"Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" - (Romanos 8:20-23).
Embora sendo crentes, embora sendo filhos de Deus, embora sendo salvos, contudo, não estamos livres das consequências do pecado. O poder devastador do pecado é muito maior do que podemos supor, ou imaginar.
"Toda criação geme" porque a terra foi amaldiçoada em consequência do pecado, conforme sentença proferida pelo próprio Deus – "... maldita é a terra por causa de ti..." - (Gênesis 3:17).
Assim, quando a terra é castigada com secas prolongadas, ou com muita chuva, com excesso de calor, ou de frio, toda a humanidade sofre, crentes ou ímpios.
Embora crentes e salvos, não estamos livres da dor, das doenças, dos sofrimentos, da morte. Isto em consequência do pecado de Adão –
"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" - (Romanos 5:12).
Porém, estamos, também, sujeitos às consequências dos nossos próprios pecados, embora perdoados.
Pense!
Quantos pais crentes, pai ou mãe, estão e vão continuar sofrendo com filhos problemáticos, desajustados, trilhando o caminho do mal, escravizados pelos vícios, vítimas do crime. Estes desajustes dos filhos podem ter sido provocados pelo pecado de um deles, ou de ambos, ocasionados por uma separação. Os filhos não conseguiram entender, ou suportar a desestruturação da família.
O pecado de um, ou de ambos, provocou esse desastre! Depois pode haver o arrependimento, a reconciliação, o perdão.
Mas, os filhos, a união familiar poderá estar comprometida para sempre! Isto é consequência do pecado, mas dos nossos próprios pecados. Embora livres do poder e da culpa do pecado, estamos sujeitos às suas consequências.
Pense!
Um homem de Deus, até mesmo um obreiro! Uma bênção! Porém, num momento de fraqueza, escorrega, cai! Deixa a esposa e segue atrás de outra mulher. Tem um filho com ela. Passado algum tempo, arrependido, deixa a companheira com quem teve o filho.
Volta para a igreja, é perdoado, inclusive pela esposa, e volta a viver com sua família. Não podemos descrer do poder do perdão de Deus ou dos homens. Cremos na restauração do homem, principalmente baseado no ensino de Jesus através da Parábola do Filho Pródigo e da restauração ministerial do Rei Davi.
Cremos que aquele homem, através do perdão estará livre do poder e da culpa do pecado. Porém, talvez por toda sua vida, terá que arcar com uma "pensão alimentícia" em favor do ou dos filhos que deixou lá fora, inclusive com a mãe dos mesmos. Se não pagar será preso! Isto se chama consequência do pecado. O perdão não nos livra dela!
É claro que muitos exemplos semelhantes podem ser lembrados! Não nos esqueçamos, ainda, que Davi foi perdoado e restaurado, porém como consequência do seu pecado, pagou por toda vida, um preço bastante alto.
"Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para que te seja por mulher. Assim diz o Senhor: Eis que suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol" - (II Samuel 12:10-11).
Dentre as muitas consequências, teve uma filha estuprada e deflorada pelo próprio irmão. Este, por sua vez, foi morto por ordem de um outro filho de Davi. Davi enfrentou uma rebelião liderada por Absalão, seu filho, tendo depois que chorar sua morte. A vida familiar de Davi foi tumultuada. Mesmo no leito de morte viu outro de seus filhos, Adonias, se levantar contra ele.
A verdade bíblica é que, o Senhor Jesus Cristo através do sacrifício expiatório da cruz nos livra do poder e da culpa do pecado; porém, continuamos sujeitos as suas consequências.

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