25 de agosto de 2010

Crente pode usar brincos, tatuagem, piercing?

Muitos homens hoje em dia, estão usado cabelo comprido. Esta moda tornou-se mais popular após os anos 50 com os Beatles e diversos conjuntos musicais. Chegava a era da rebelião do rock, drogas e imoralidade sexual. Dentro desse contexto, muitos argumentam que Jesus usava cabelo comprido e que isto não tem nada de mais. O uso de brincos também se seguiu, sendo cada vez mais usado, juntamente com as tatuagens e piercings. Antes de analisarmos tais comportamentos à luz da Bíblia vejamos seis conceitos fundamentais:
1.Quem ama os valores do mundo é descrente ( 1 Jo. 2:15).
2.O crente não pertence a si próprio, mas a Deus (1Cor 6:19).
3.O mundo e a sua cultura está sob a influência direta do Diabo ( 1 Jo. 5:19).
4.O crente deve influenciar o mundo e não ser influenciado por ele ( 1 Jo. 4:4)
5.Os padrões dos homossexuais e depravados devem ser rejeitados pelos crentes (Rom 1:18-32).
Olhar triste de pessoas que não experimentaram a alegria da salvação em Jesus Cristo!
  1. O cabelo curto do homem deve contrastar com o cabelo longo das mulheres.
O que vemos hoje é uma inversão de papéis e uma confusão generalizada feita pela mídia na cabeça das crianças e jovens do que é o papel do homem e da mulher. Muitos artistas e pessoas em evidência fazem questão de se parecer e agir como o sexo oposto. Vemos homossexuais em evidência nos programas de TV, talk shows exaltando o homossexualismo como "amor", mulher com a aparência de homem e homem com aparência de mulher! Dentre os traços distintivos, comecemos pelo cabelo. O cabelo comprido para o homem é uma VERGONHA. Vejamos os textos bíblicos:


1 Cor 11:14
"Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido?"

Nota: No verso acima, a palavra desonra é "atimazo" no grego. De modo estarrecedor, encontramos em Romanos 1:24 ("...desonrarem seus corpos entre si."), esta mesma palavra, que é usada para condenar a depravação do homossexualismo! A palavra "atimazo" está anunciando que o mesmo tipo de pecado que faz o homem se tornar homossexual, o faz se tornar rebelde usando cabelo comprido, ou cometer tudo que o leva a uma aparência efeminada!
Note como o cabelo comprido era o uso devido para as mulheres:


Lucas 7:38
"E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça..."


João 11:2
"E Maria era a aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos..."


1 Pe 3:3
"O enfeite dela não seja o exterior, no frisado dos cabelos..."
Existe claramente uma demonstração que a mulher deve usar cabelo comprido em contraste com o homem. Isto é um princípio Bíblico que vale para todas as pessoas em todos os lugares em todas as épocas.

2. Jesus não era cabeludo.
Muitas obras de arte, especialmente pinturas, retratam um "Jesus Cristo", delicado, efeminado, com um olhar piegas e é claro: cabeludo. O filme blasfemo "Jesus Christ Superstar" apresentou um "cristo" POP, mundano e cabeludo. Será este o Cristo verdadeiro? Será este o Cristo de Isaías 53? Será que Ele que era realmente assim ou é pura criatividade dos artistas para se promover? Não, Jesus usava cabelo curto. Estudiosos sérios rejeitam totalmente a visão deturpada de pintores que não tinham compromisso algum com a verdade. Um pintor alemão chamado Fahrenkrog disse: "Cristo certamente nunca usou uma barba e seu cabelo sem a menor dúvida, era curto"
Jesus não era NAZIREU. Isto não tem nada a ver com viver em NAZARÉ. Em Num 6:1-27, aprendemos que o Nazireu, que era uma pessoa especificamente dedicada a Deus, não podia fazer 3 coisas:
  1. Não podia beber do fruto da vide. Jesus bebeu suco de uva várias vezes: A ceia foi uma delas.
  2. Não podia cortar o cabelo. Se Jesus tivesse cabelo comprido, como poderia pelo Seu Espírito inspirar os escritos de Paulo em 1 Cor 11:14 ? Impossível!
  3. Não podia tocar em nenhum corpo morto nem objetos em contato com esse corpo. Veja Luc. 7:11-18 como Jesus tocou no esquife do defunto.

3. Não só o cabelo, mas também a vestimenta do homem tem que ser diferente da mulher.


Deut. 22:5
"Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor teu Deus." Desculpa esfarrapada: "Ah! Isso é do Velho Testamento!" O inconseqüente que argumenta isso, desconhece que qualquer princípio do Velho Testamento repetido no Novo, aplica-se para nós hoje. Veja 1 Cor 11:14 já citado.


1 Tim 2:9
"Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto com pudor e modéstia..."

4. O uso de brincos não convém nem ao homem incrédulo!
Muitos adolescentes, que possuem pais sem autoridade e omissos adotam o uso de brincos e ou piercings, porque acham "bonito", imitando os seus "ídolos" atletas ou artistas...Não precisamos nem ir muito longe na argumentação. Se no próprio mundo dos negócios, no militarismo, ou em qualquer instituição digna de respeito, o uso de brincos para o homem é reprovado, imagine para o cristão! As pessoas sérias não se identificam com homens que usam brincos. E o crente? Imagine o pastor de uma igreja séria de brinco! Não consegue visualizar, não é mesmo? Nem eu! Ele jamais poderia ter pregado as mensagens que prega e desfrutar do respeito que desfruta como crente, dentro do meio cristão e fora dele. Jovem crente, faço um desafio: encha-se de tatuagens, piercings e brincos e vá com sua cabeleira e com seu diploma conquistar o seu lugar no problemático e super competitivo mercado de trabalho! O que você acha sinceramente que vai acontecer nas entrevistas? Tente ser um empreendedor de respeito no mundo de negócios ou um alto funcionário do governo com esses adornos. Depois de 14.000 entrevistas, um gerente de pessoal, selecionador de uma grande corporação, disse sobre os candidatos cabeludos: "Eles tendem a rejeitar a autodisciplina, autoridade e os regulamentos...são mais facilmente levados pelas opiniões dos outros...são mais sonhadores do que fazedores...". Se não presta no mundo, pior ainda no templo do Espírito Santo!

5. O uso de brincos pelos homens foi incentivado pelos homossexuais.
Há alguns anos, era um escândalo, qualquer homem aparecer em público ostentando brincos, porém os primeiros homens que apareceram usando-os foram homossexuais, de modo que não havia dúvidas sobre o seu desequilíbrio sexual. No final da década de 60, o diabo operava intensamente usando a imoralidade para acabar com a vida de milhões de jovens. Vieram as explosões de rebeldia com os Beatles, Hippies, e os festivais de rock que se multiplicavam. Tudo culminou com a infâmia de Woodstock em 1969 onde sexo depravado, homossexualismo, drogas e rock fizeram a desgraça de uma geração rebelde. Hoje, várias entidades homossexuais promovem e vendem ornamentos como brincos, piercings e pulseiras, de modo a fazer com que o homem se enfeite mais e mais, fique com trejeitos, dando-lhe uma aparência efeminada. Os jovens que usam piercings, o fazem com um espírito de rebelião, contra seus pais e ou líderes sérios da igreja declarando visualmente que se identificam com o padrão de "machão" ou de "homossexual". É o espírito de Sodoma inflamado por demônios! Essa atitude de rebelião e arrogância é abominável diante de Deus que alerta:
"Honra a teu pai e a tua mãe para que se prolonguem os teus dias...( Ex. 20:12)
"Filho meu, ouve a instrução do teu pai, e não deixes a doutrina da tua mãe." ( Prov 1:8)
"...farei cessar a arrogância dos atrevidos..." (Is. 13:11)
"Vós filhos obedecei em tudo os vossos pais..." (Col 3:20)

6. O uso de piercing é condenado pela Bíblia!
Antes de considerar a condenação dos piercings pela Bíblia, vejamos os absurdos desta moda:
  1. Vai contra os dentistas que reprovam o piercing oral.
  2. Vai contra a higiene, pois abre orifícios no corpo sensíveis à infecção.
  3. Vai contra a decência, uma vez que se usa até piercings genitais e nos seios!
Deuteronômio 14:1 "Filhos sois do Senhor vosso Deus; não vos dareis golpes..."

7. O uso de tatuagem é condenado pela Bíblia!
"Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne, nem fareis marca alguma sobre vós: eu sou o Senhor." (Levítico 19:28)"
"Não farão calva na sua cabeça, ... nem darão golpes na sua carne." (Levítico 21:5).



8. Quem viola os princípios de Deus por causa da moda é rebelde.
Estamos vivendo os dias anunciados em 2 Tim. 3:1-5
"Sabe porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te."
Já estamos vivendo tempos trabalhosos! ( 2:1 Tim3:1) O casamento e a ordenação de homossexuais já está em todas as denominações. No Texas está em construção uma catedral de 25 milhões de dólares! Usuários: uma denominação que aceita homossexuais! Estamos nos dias do fim! O Senhor não quer meio termo, e desafia através do anjo:
"Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda." (Apoc 22:11)

9. Jesus não usava brincos, tatuagens ou piercings.
Jesus veio para cumprir a lei. Nele não se achou pecado ou engano. Ele não contradisse em hipótese alguma a própria lei de Deus Pai, dada a Moisés e aos profetas. Pela Sua íntima comunhão com o Pai, Jesus sabia que pessoas pecadoras e em rebeldia contra Deus iriam no futuro pecar contra o seu próprio corpo. Sendo assim, é impossível Jesus ter usado qualquer desses apetrechos. Em nenhum texto do Novo Testamento encontramos o qualquer indício de Jesus ter usado piercing tatuagem ou brincos. Não consigo ver o Salvador cabeludo, usando uma tatuagem no peito, um piercing na língua, outro na sombrancelha e ainda outro no umbigo. Os piercings que atravessaram o Seu Santo corpo foram-lhe impingidos por homens pecadores que derramaram o seu sangue.

10. O uso de brincos, piercings e tatuagens tem origens na feitiçaria e falsas religiões.
O uso de piercings está ligado a religiões orientais, idólatras e demoníacas. É uma prática abominável pelas associações que significa. As pessoas que furam seu corpo e usam essas coisas, não percebem que estão sendo instrumentos do inimigo. É um símbolo material da possessão demoníaca que também invade o corpo do homem, de modo violento e usurpador. Em situações mais radicais, os idólatras, quando pesadamente influenciados pelos demônios que cultuam, chegam até a amputar partes do corpo como ritual. Veja em 1Reis 18:28, como os profetas de Baal se desfiguravam e feriam seus próprios corpos como um ritual frenético, para que os deuses (demônios) atendessem suas preces em desafio ao verdadeiro Senhor e Deus de Elias:

"E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, conforme ao seu costume, até derramarem sangue sobre si." (1Re. 18:28 ACF) Ver também Mar 5:5 como o endemoninhado se feria: "E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras." (Mc. 5:5 ACF)
Você quer se parecer com endemoninhados amigo? Limpe a sua pele e deixe a prática de se ferir com tatuagens que é incentivada por demônios que influenciam as pessoas para que se preparem para A TATUAGEM FINAL! Sabe qual é? É a TATUAGEM do próprio Satanás! É a MARCA DA BESTA! É a marca (literalmente: estampa) na pele das pessoas com o número 666 (Ap. 13:17). Essa será a TATUAGEM FINAL, que condenará todos aqueles que a usarem, ao Lago de Fogo que arde para todo o sempre (Ap. 14:11). Entregue-se ao Senhor Jesus Cristo. Ele vai colocar uma marca em você que significa a salvação eterna da sua alma. Essa marca é o Espírito Santo que identifica todo o salvo nascido de novo:

"E não entristecais o Espírito Santo com o qual estais selados para o dia da redenção" (Ef. 4:30 ACF) Veja este testemunho de um crente:
"Como ex-hindú eu sei que a prática dos piercings vem do hinduísmo e da feitiçaria. Os hindús furam as suas línguas com pequenas agulhas e perfuram todo o corpo com anzóis, entrando em transe. Eu testemunhei isso pessoalmente. Louvo a Deus que convenci alguns sobre as malignas tatuagens..."
Conclusão
O que o cabelo comprido, brinco, piercings e tatuagens significam para o homem hoje? Deixe o radical subversivo Jerry Rubin responder com o seu livro, "DO IT" (Faça-o): "Os jovens identificam o cabelo curto com autoridade, disciplina...Onde quer que formos, nosso cabelo mostra às pessoas como nos posicionamos... Estamos vivendo comerciais de TV para a revolução... O cabelo comprido é o começo da nossa liberação da opressão sexual que fundamenta toda esta sociedade militarista." O que este anarquista quer dizer é que o cabelo comprido simboliza a rebelião e indecência. O cabelo curto, simbloliza as dignidades e obediência. É verdade.

PREGADORES, IGREJAS E PAIS DEVEM SE POSICIONAR CONTRA O CABELO COMPRIDO PARA OS HOMENS

Pais que permitem um filho ter cabelo comprido estão sendo coniventes e omissos, contribuindo para uma rebelião contra Deus, contra o testemunho cristão e contra o país. Este é certamente um passo para a perda de controle do comportamento de uma criança. Pregadores e igrejas que também são coniventes com este assunto, esperando alcançar mais jovens e não ofendê-los, estão na verdade lutando contra Deus e semeando uma apostasia sem retorno. Nos levantemos pela verdade e pelo direito, não importando o preço! Acreditamos que o jovem crente genuíno, quando ensinado sobre a verdade, vai rejeitar a moda dos piercings, brincos e tatuagens. Ele vai querer o seu cabelo curto. Cristãos informados não vão querer se identificar com a vergonha "atimazo" própria dos homossexuais ou com a rebelião e revolta revolucionária que o cabelo comprido, as tatuagens e os piercings simbolizam.


"E não comuniqueis com as obras as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as..." ( Ef.5:11), "...para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa..." ( Fil. 2:15)!

Pode um homem divorciado ser Pastor?

Não! 10 motivos o impedem!

1. Ele não é exemplo dos fiéis.

Em 1 Tm 4:12, Paulo exorta ao pastor Timóteo para que seja "...o exemplo dos fiéis..." O homem que está no segundo, e em até alguns casos, terceiro ou mais casamentos, não pode ser exemplo dos fiéis, por não ser esta a vontade de Deus para o seu povo: Ele odeia o divórcio (Mal 2:16). Os jovens de tal igreja estariam automaticamente, levantando a possibilidade de o seus futuros casamentos, se não derem certo "como o do pastor", o divórcio seria uma opção e ainda Deus os estaria ainda abençoando após algumas "tribulações..." Desastroso exemplo seria também para os que entrarão ou já estão no ministério pastoral. O cristianismo verdadeiro não segue o lema de "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Paulo disse "sede meus imitadores como eu sou de Cristo"( 1Cor 3:15). O ministério pastoral não é para qualquer um, mas para os que tem condições morais de dar exemplo ( Heb. 13:7).

2. Ele não é irrepreensível.

Em 1 Tm 3:2 temos as qualificações para o pastor: " Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível..." A palavra traduzida por irrepreensível usada no texto acima é no grego "anepleptos". Ela aparece 3 vezes no Novo Testamento, a saber: 1 Tim 3:2, 5:7 e 6:14. O significado é sempre o de alguém de quem não se pode falar nada contra, sem mancha, sem culpa inacusável. Independente ser ou não o causador do divórcio ( se é que existe tal condição ), o homem que passou por esta experiência não se encaixa nas exigências bíblicas e será usado pelo Diabo para escandalizar e envergonhar o evangelho. Existe "pastor" que se casou em rebeldia contra os conselhos dos pais, de amigos e até de seus pastores atraindo as maldições do Senhor. Tal flagrante violação da vontade de Deus, tornou tal crente o único responsável pela falência do seu próprio casamento, desqualificando-o de uma vez por todas, para o exercício do pastorado.

3. Ele não é marido de uma mulher.

"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher... " (1Tim 3:2). A expressão "marido de uma mulher" significa muito mais do que o leitor superficial possa imaginar. O ensino é que a mulher com quem o bispo é casado, é a sua primeira e única! Não tem nada a ver com a condenação de relacionamentos simultâneos, o que seria adultério. A condenação da poligamia seria um absurdo tão redundante e flagrante que Paulo não precisaria se referir para uma pessoa especial como o bispo. O que está em jogo é a conduta ilibada e irrepreensível do pastor no seu relacionamento singular com a sua primeira esposa. Veja o verso afim em 1 Tim 5:9. "...e só a que tenha sido mulher de um só marido." É óbvio que a viúva a que Paulo se refere, só poderia receber auxílio da igreja se tivesse vivido com um só homem. Por estar ele morto não haveria outro. Esta é a mesma construção gramatical que se refere a situação do pastor, apenas invertendo-se os substantivos. A ênfase em 1 Tim 3:1 sobre a vida conjugal do pastor é tão flagrante, que a mesma palavra que é usada para expressar a unicidade da mulher da sua vida, é usada também em todas as vezes no Novo Testamento para expressar que marido e mulher se tornam uma só carne. O homem que se divorcia e se casa com outra mulher não reverte o se tornar uma só carne com a primeira, portanto ele não é mais marido de uma só mulher nem na singularidade nem na ordem numeral. Se voltasse para a primeira mulher cessaria o adultério, mas a desqualificação está selada para sempre.

4. Ele não tem autoridade para exortar nem aconselhar.

Certo pastor, que estava no segundo casamento, teve a audácia de, ao pregar numa determinada igreja, mencionar a sua indignação ao se deparar com colegas que estavam no segundo casamento...Tal falta de honestidade e coerência nos faz lembrar a advertência do Mestre que disse "Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu" ( Mat 7:5 ). O divorciado não pode pregar numa igreja como pastor, muito menos aconselhar os casais crentes sobre família, porque a sua não é mais exemplo. Se tentar aconselhar estará sendo hipócrita, se não aconselhar estará sendo omisso com o ministério mutilado. Não tem jeito, o cristianismo não funciona segundo palavras vazias, mas com exemplo de vida. Mesmo que o homem não tenha se casado novamente, a situação de separação da primeira esposa já o desqualifica para o pastorado.

5. Ele contradiz a própria palavra que prega por exercer, em rebeldia, uma posição para a qual Deus não o permitiu nem o chamou.

Quando o pastor sobe ao púlpito para pregar, ele não pode expressar as suas opiniões. Ele tem que entregar uma mensagem que não é a sua. Ele tem que pregar a Palavra de Deus em obediência a Cristo. Se o pregador está em rebeldia no seu viver, ele está desqualificado para pregar. Suas palavras são vazias e sem unção. Não importa o que a igreja pense, o tamanho da congregação, ou quantas conversões acontecem: o seu líder nessas condições está sem a bênção do Senhor, não importando os "sinais externos": os resultados não autenticam a fonte (1Cor 3:13-15).

6. Ele seria um desastre espiritual a médio e longo prazo para a igreja imatura que o aceitar.

Não se pode colocar o pecado em compartimentos. Quando ele entra na igreja sob a forma de omissão e rebeldia contra a palavra de Deus, qual fermento se espalha para vários outros setores. Com o pecado não se brinca. A tendência do homem é o pecado, principalmente na área de família e sexo. Na igreja isto também se verifica. Se a liderança não tem os padrões de Deus, a degeneração dos crentes é certa. Os líderes cristãos não podem ser egoístas, buscando seus interesses a curto prazo nem status de liderança para encobrir pecados pessoais. Se os padrões são decadentes, pode esperar que os crentes que se desenvolveram dentro do ambiente de tolerância com o pecado serão cada vez mais decadentes, frios e finalmente apóstatas. Veja as advertências do Senhor às 7 igrejas do Apocalipse. A igreja local muito menos ordem de pastores não têm autoridade para aceitar um pastor divorciado. Eles estariam em rebeldia contra a palavra de Deus, independente do número de votos que homologou a aceitação. Os crentes sérios que porventura pertençam a tal igreja deveriam imediatamente se retirar dela, recusando submeter-se a um líder desqualificado e não aprovado por Deus. O voto da maioria nesse caso não opera a vontade de Deus (Ex.23:2).

7. Ele desonra o gesto nobre de ex-pastores que abandonaram o ministério por fracassarem no casamento.

Há diversos casos de pastores que, apesar de terem o chamado de Deus para o ministério, tiveram a dignidade e a nobreza de abandoná-lo após se desqualificarem devido ao divórcio, separação ou conduta. Quando alguém insiste em permanecer no ministério nessas condições está desonrando a Deus e a esses homens dignos que entenderam que não era mais a vontade de Deus a sua liderança sobre o Seu povo. Quando alguém assim permanece no ministério, na verdade está se julgando muito importante e indispensável para o trabalho de Deus (Luc. 17:10).

8. Ele destruiu o modelo de compromisso eterno e indissolúvel entre Cristo e a igreja.

O relacionamento eterno entre Cristo e os salvos, é comparado com o do marido e esposa cujo compromisso não é para ser quebrado (Ef. 5:22-33).

9. Ele não pode celebrar nenhum casamento.

Até que a morte os separe (Rom. 7:2-4, 1Cor 7:39) ? Como pode um pastor proferir os votos conjugais para um casal de noivos , se ele mesmo não cumpriu na sua vida?

10. Ele está contribuindo para a degeneração dos padrões familiares das gerações seguintes.

Se pastores, tendo suas famílias dentro dos padrões bíblicos, já sofrem com a desintegração de várias famílias da membrezia, imagine se do púlpito vem o péssimo exemplo do fracasso conjugal. Nesse caso os fundamentos da família estão abalados para as gerações seguintes (Sal. 11:3).

Conclusão

O divórcio é uma ameaça para a família cristã. As sua conseqüências são devastadoras para a família. Por esse motivo "...o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio..." (Mal 2:16). O homem que foi chamado para anunciar a palavra de Deus como pastor não pode ser divorciado, muito menos casado pela segunda vez. Se alguém está nessa triste situação deve ter a humildade suficiente de abandonar o ministério urgentemente para não causar mais prejuízos ao testemunho do evangelho e procurar exercer os seus dons fora da liderança da igreja, pois o seu chamado acabou tão logo tenha ocorrido a desqualificação. Para os crentes que desfrutam a bênção de ter o seu casamento dentro da vontade de Deus, fica o alerta para, humildemente, reconhecer a graça do Senhor (1Cor. 10:12) e buscar em fervente oração, forças e discernimento para combater as armadilhas do maligno para a destruição da família.

22 de agosto de 2010

Fumar é pecado?

Não existe mesmo um mandamento bíblico específico a respeito do uso do tabaco, como “Não fumarás”. Também não está contido em Apocalipse — e em nenhuma outra parte das Escrituras! — o versículo que muitos citam para combater o vício: “Os viciados não herdarão o reino de Deus”. Mas precisamos ter em mente que a Bíblia é um livro de mandamentos gerais e específicos, bem como de princípios.
Há uma tendência mundial de se opor ao tabagismo e restringi-lo em lugares públicos. Os ministérios da saúde de diversos países não têm medido esforços para alertar a população acerca dos riscos de ingerir as substâncias tóxicas contidas na chamada “chupeta do demônio”. Segue-se que o ato de fumar, além de causar mal à saúde, tem uma péssima fama e não passa no teste de Filipenses 4.8. Além disso, e consequentemente, fumar é uma ação contrária ao mandamento de 1 Tessalonicenses 5.22: “Abstende-vos de toda aparência do mal”. Em outras palavras, o cristão deve evitar o pecado e tudo o que parece pecado.
Conquanto não haja proibição expressa ao ato de fumar, nem todas as coisas lícitas (não proibidas) convêm ao salvo em Cristo (1 Co 6.12). Considerando que: (1) o consumo de tabaco gera dependência e, como se sabe, é prejudicial à saúde; (2) o cristão é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20); e (3) a Bíblia diz que aquele que destrói esse templo, Deus o destruirá (1 Co 3.16,17), podemos concluir que o ato de fumar não é conveniente ao servo do Senhor.
Apesar de não haver na Bíblia mandamentos específicos a respeito do fumo, existem princípios e mandamentos gerais que condenam o ato de fumar. Mesmo não havendo no texto sagrado o mandamento “Os viciados não herdarão o reino de Deus”, o servo do Senhor que se preza sabe que qualquer tipo de vício não se coaduna com uma vida de comunhão com Deus (Jó 11.11; Dn 6.4).
Na relação das obras da carne mencionam-se a prostituição, a glutonaria, as bebedices, várias outras obras e “coisas semelhantes a estas” (Gl 5.19-21). É evidente que o ato de fumar é uma dessas “coisas” similares àquelas que destroem o templo do Espírito Santo. Qualquer ação consciente por parte do cristão que venha a destruir o seu corpo, que é templo do Espírito, trata-se de uma das obras da carne. E, segundo a Bíblia, “não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (v.21, ARA).
Portanto, fumar hoje, principalmente, é um ato antissocial, feio, prejudicial à saúde e, acima de tudo, pecaminoso, à luz dos mandamentos e princípios gerais das Escrituras. Mas, se algum apreciador de cachimbo, charuto ou cigarro que se diz cristão me achar legalista, que reclame com o Autor da Palavra de Deus! É Ele quem nos ordena a sermos santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15).
Portanto..... FUMAR É PECADO!

12 de agosto de 2010

Por que Deus permite que ocorram tantas tragédias?

2010 – Um Ano de Inícios Conturbados
O ano de 2010 mal começou e já nos deixou bastante perplexos e assustados diante das inúmeras e sucessivas catástrofes envolvendo diversos elementos da natureza.
No Rio Grande do Sul, uma ponte desabou provavelmente devido às fortes chuvas e, conseqüentemente, também devido às fortes correntezas do rio Jacuí, fazendo com que várias pessoas que estavam sob ela naquele momento viessem a perder as suas vidas. Em São Luiz do Paraitinga (interior de São Paulo), a enchente destruiu praticamente toda a cidade e deixou milhares de desabrigados. Em Angra dos Reis (Rio de Janeiro), os deslizamentos de terras provocados pelas fortes chuvas, deixaram o triste saldo de 52 pessoas mortas. E, agora, como se tudo isso já não bastasse, o Haiti acaba de sofrer o maior terremoto dos últimos 200 anos, o qual atingiu 7,0 graus na escala Richter, provocando assim a morte de milhares de pessoas.
Procura-se Deus
Ora, diante de tantas tragédias e de tamanhas catástrofes provocadas pela natureza, muitos acabam se perguntando: “onde Deus estava durante essas tragédias?”. Ou então, “por que Deus não fez nada para impedir tais catástrofes?”. Bem, estas perguntas são legítimas e, portanto, merecem uma resposta. E, no intuito de tentar respondê-las, creio que seja pertinente vermos antes o que o Salmo 46.1-3 nos diz:
“1Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. 2Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares;3Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”.
Este salmo, embora escrito há mais de 2.500 anos atrás, continua sendo bastante atual. E, os seus três primeiros versos nos ensinam basicamente duas coisas: 1) Já naquela época as pessoas sofriam com as mesmas catástrofes da natureza assim como as experimentamos nos dias de hoje, tais como: a) terremotos (vv.2a, 3a) e b) maremotos (vv. 2b, 3b). 2) Diante dos desastres naturais, o homem piedoso daquele tempo sabia que deveria depositar a sua confiança somente em Deus, e não nas questões efêmeras desta vida (v.1). O salmista, diante deste quadro negro pintado pelas destrutivas forças da natureza, exclamou: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza diante das grandes catástrofes naturais e, por isso, não temeremos!”.
Sim, mas e Daí?!
A despeito de todos esses dados, somos ainda impulsionados a pensar: “Tudo bem, mas porque Deus permite que existam tantas tragédias na vida humana, tais como: doenças incuráveis, quedas de aviões, ‘balas’ perdidas, furacões, acidentes de trânsito, enchentes, guerras e, sobretudo, terríveis terremotos, tais como esse do Haiti, que ceifou milhares de vidas?”.
Esses questionamentos nos remetem a uma antiga e difícil questão filosófico-teológica: “Como o mal (tanto moral quanto natural) pode existir em um mundo criado por um Deus absolutamente bom e todo-poderoso?”.
O filósofo e economista inglês, John Stuart Mill (1806-1873), defendendo o ponto de vista ateísta e, portanto, recheado de ceticismo, respondeu a esta pergunta argumentando que Deus normalmente faz coisas que, se fossem feitas por seres humanos, resultaria na prisão e no castigo destes últimos. Mill declarou que Deus, através da natureza, inflige a doença, a dor e até mesmo tormentos aos seres humanos. Além disso, ele declara que Deus tira a vida de todo ser humano, o que ele entende por “assassinato”. Sendo assim, por que Deus deve ser desculpado e os seres humanos devem ser condenados por estes crimes terríveis?
Ora, o que esse filósofo não percebeu é que Deus é um ser único, singular, sui generis, e, dessa forma, não pode ser jamais confundido com a Sua criação. Mill não entendeu que Deus é soberano sobre todas as formas de vida – pois foi Ele quem as criou – e quem, portanto, detém todo o direito sobre as mesmas, o que inclui o direito de tirá-las (Dt 32.39,40; 1 Sm 2.6; Jó 1.21) de acordo com os seus soberanos e insondáveis desígnios.
Além disso, devemos lembrar aqui as palavras de dois eminentes autores sobre este assunto. J. B. Phillips (Seu Deus é Pequeno Demais, p.51) declarou: “é preciso admitir com franqueza, que, neste mundo eminentemente empírico em que Deus concedeu ao homem o perigoso privilégio do livre arbítrio, ocorrem, inevitavelmente, ‘doenças e acidentes’”. E C. S. Lewis (O Problema do Sofrimento, p.64), que concorda com esta afirmação, comenta: “a possibilidade do sofrimento é inerente à própria existência de um mundo onde almas possam encontrar- se”. Aliás, dando prosseguimento ao seu pensamento, Phillips declara (Idem, p.52):
“As pessoas que acham que Deus é uma Desilusão, é porque não entenderam as condições que Ele estipulou ao conceder que habitássemos este planeta. [...] O erro, porém, está em que interpretam mal as condições desta presente vida, que é temporária, e durante a qual Deus retém a Sua Mão, por assim dizer, para dar lugar à execução do Seu plano de livre arbítrio [concedido ao homem]. A justiça [por trás de todo este sofrimento, aparentemente injusto aos nossos olhos] só será cabalmente satisfeita, depois que a cortina descer sobre o atual palco da vida, as luzes desse teatro se apagarem e sairmos todos, então, para o Mundo Real [a vida eterna com Cristo]”.
Mas, o que a Bíblia tem a nos Dizer sobre o Problema do Mal?
Neste momento, devemos recordar aqui as palavras de Paulo que envolvem a questão sobre o problema do mal no mundo:
“18Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada,[...]20Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, 21Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.18, 20-21).
Neste trecho das Escrituras, Paulo fala sobre três aspectos básicos do mal em nossa condição humana:
Primeiro, é dito que o mal é algo temporário e está relacionado a este mundo e que também ele contrasta, portanto, a uma condição melhor que esta, a qual se revelará no futuro (v.18).
Segundo, Paulo diz que “a criação (no sentido mais amplo) ficou sujeita à vaidade” (v.20). Aqui, a palavra “vaidade” (gr.mataioteti), pode ser traduzida, por exemplo, como “futilidade, vacuidade, vazio, inutilidade, esterilidade”. Em outras palavras, o apóstolo está dizendo toda a criação está sujeita ao caos e à inutilidade, condição esta que foi provocada primariamente pelo pecado humano. O que está em foco aqui é a questão do sofrimento como um todo. Deus sujeitou toda a sua criação a uma existência aparentemente “vã”, permitindo (no caso dos seres humanos, por exemplo) que fôssemos suscetíveis a todo o tipo de sofrimento, quer seja provocado por desastres da natureza, por enfermidades, por quaisquer outras tragédias e até mesmo pela morte. Tal sujeição teve e tem o propósito de ensinar a todos os seres humanos o quão terrível é o pecado, bem como, como são trágicas as suas conseqüências para a nossa vida.
Terceiro, o apóstolo nos diz ainda que a nossa condição humana (permeada por todos os tipos de adversidades e reveses) terminará por redundar, de alguma forma, em um bom resultado, pois “a mesma criatura será libertada [um dia] da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (v. 21).
Resumindo, Paulo está nos ensinando que não devemos “depositar todas as nossas fichas” ou “apostar todas as nossas cartas” na nossa efêmera, breve e instável existência terrena que, aliás, um dia acabará. O apóstolo está nos convidando para elevarmos os nossos olhares para além das nuvens, a fim de que ajuntemos o nosso “tesouro” no céu, onde a traça e a ferrugem não conseguem exercer o seu poder destrutivo e também onde os ladrões não poderão mais nos roubar (cf. Mt 6.19-21).
Uma Palavra Final
Bem, a fim de concluir o nosso pensamento, devemos dizer que o sofrimento é um intruso na criação de Deus. Deus nunca intencionou que ele existisse. Todavia, o pecado entrou em nosso mundo e em nossa existência e, com o pecado, vieram juntos o sofrimento, os conflitos, as dores, a corrupção e a morte. Portanto, se há um culpado por trás de tantas tragédias na história humana, este culpado certamente não pode ser Deus, mas sim o próprio ser humano.
O homem, ao contrário do rei Midas da mitologia grega que transformava em ouro tudo o que ele tocava, mancha tudo o que toca. Devido à sua natureza pecadora, o ser humano consegue direta e indiretamente arrasar, destruir e corromper aquilo que Deus criou perfeito (por exemplo, a terra, o mar, o clima etc). Dessa forma, mais cedo ou mais tarde, o homem acaba se tornando o arquiteto da sua própria ruína.
Neste momento, você pode estar se perguntando: “Espere aí! Você está querendo me dizer que o pobre povo haitiano é o culpado por esse terrível terremoto que dizimou milhares de vidas?” Respondo: É claro que os próprios haitianos não têm nenhuma culpa ou responsabilidade direta sobre esse trágico terremoto. (Aliás, a minha oração a Deus é para que o povo haitiano possa se recuperar o mais brevemente possível dessa catástrofe). Mas, o ser humano como um todo, independentemente da sua nacionalidade (pois Deus nos enxerga de forma supranacional), devido aos seuspecados historicamente acumulados, é o responsável por vários tipos de catástrofes, de forma direta e indireta. Devemos nos lembrar aqui que o homem, ao pecar, trouxe maldição não somente sobre si, mas também sobre toda a terra, a ponto de Deus declarar: “maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).
Sendo assim, quem é o culpado por existirem tantas tragédias? O diabo? Os demônios? O acaso? A própria natureza? Deus? O homem? Bem, penso que o ser humano, de forma geral, é o maior responsável pelas grandes tragédias de sua própria existência terrena. Seus atos, como se fossem poderosos bumerangues, de maneira inexplicável, cedo ou tarde, acabam voltando na direção de quem os arremessou.
Além disso tudo, penso que o sofrimento, por mais desagradável que seja, tem inúmeros propósitos, tais como: 1) conscientizar-nos de que somos seres dependentes (de Deus); 2) fazer-nos ficar mais próximos de outros seres humanos, tornando-nos, inclusive, pessoas mais solidárias com o sofrimento alheio; 3) fazer o homem conhecer a sua própria miséria; 4) fazê-lo humilhar-se diante de Deus; e 5) fazê-lo saber que tudo na existência terrena é efêmero e que, portanto, ele (o homem) deve se voltar para valores transcendentes e eternos.
Ora, se quiséssemos mesmo ser pessoas honestas, em vez de perguntarmos apenas: “Por que um Deus bom permite que o mal exista?”, deveríamos perguntar: “Por que um Deus justo e santo permite que pecadores tão maus como eu e você ainda continuem vivos?”.
Depois dessa tragédia ocorrida no Haiti, alguém me perguntou: “Como Deus pôde permitir que cerca de 45 mil pessoas morressem? (segundo as estimativas atuais)”. Eu respondi: “Bem, se o Haiti possui uma população de cerca de 10 milhões de habitantes, como Deus foi misericordioso por preservar a vida dos mais de 9,5 milhões de pessoas restantes!”
Por fim, Como bem declarou C. S. Lewis (Idem, p.67): “[...] o sofrimento insiste em ser notado. Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento: ele [o sofrimento] é o seu megafone [de Deus] para despertar um mundo surdo”.
O ano de 2010 mal iniciou e este megafone já foi utilizado inúmeras vezes. Aliás, não sabemos quantas vezes mais ele ainda será usado. Diante disso, uma pergunta paira no ar: Quando será que despertaremos de nossa letargia?!

Qual é a imagem que você tem de Deus?

De acordo com a Bíblia, Moisés, ao desejar ver a glória de Deus, obteve do Senhor a seguinte resposta: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Ex 33.20). E João ainda completa: “Deus nunca foi visto por alguém” (Jo 1.18a).

Estes textos nos mostram que é simplesmente impossível “ver” a Deus. Entretanto, isto não quer dizer que não seja possível formular algumas imagens a Seu respeito. Acontece, porém, que muitas dessas “imagens da divindade” que são criadas, por serem resultado de nossos interesses particulares, projeções psicológicas e conveniências humanas, acabam se tornando conceitos totalmente inadequados de Deus. E, por mais incrível que pareça, tais “imagens subjetivas e equivocadas de Deus” estão bastante presentes, inclusive, no imaginário cristão. Cito, abaixo, algumas dessas caricaturas de Deus.

Imagens Inadequadas de Deus

O “Deus” Delivery – Aqueles que acreditam nesta concepção de Deus pensam que não precisam ir à igreja, a fim de congregar juntamente com os seus irmãos em Cristo. Estes, que pertencem ao MST (Movimento dos Sem Templo – ou “sem igreja”) entendem que basta ficar em casa, pois Deus enviará a bênção até eles. Crer nesse tipo de “Deus” é bastante conveniente para tais pessoas, porque, afinal, é uma forma que encontram de legitimar as suas frustrações eclesiais pessoais, o que acaba lhes servindo como boa desculpa para não manterem nenhum compromisso sério com Deus e com o corpo de Cristo, a Igreja.

O “Deus” Estepe – A filosofia das pessoas que enxergam a Deus como se fosse um “pneu reserva” pode ser resumida na seguinte frase: “É bom tê-lo por perto, mas só irei recorrer a Ele em último caso!”. É bastante deprimente procurar a Deus e se achegar a Ele somente como um último recurso e quando o “navio já está se afundando”. Porém, milhares de pessoas agem exatamente assim. Para estes, Deus “funciona” como um “quebra-galhos” eventual, e não como alguém com quem devem se relacionar constantemente.

O “Deus” General – É principalmente chamado de “Senhor dos Exércitos” por aqueles que o vêem dessa forma. É visto como um Deus que só dá ordens e a quem devemos “fazer continência” e prestar obediência em regime militar. Os que enxergam a Deus assim, se dirigem a Ele dizendo: “Sim, Senhor!”; “Não, Senhor!”; “Desculpe-me, Senhor!”; “Não Sei, Senhor!”. E até para agradecer, dizem: “Obrigado, Senhor!”.  Tais pessoas costumam confundir a igreja com um quartel do exército e a Bíblia com uma cartilha militar repleta de regras e de proibições. 

O “Deus” Gênio da Lâmpada – Segundo aqueles que entendem a Deus dessa maneira, Ele existe para atender e satisfazer aos pedidos dos fiéis, sejam eles quais forem. Porém, ao não verem as suas preces atendidas, tais pessoas ficam ressentidas e culpam a Deus por isso. Tais indivíduos possuem uma visão extremamente utilitarista de Deus. Eles servem a Deus não por aquilo que “Ele é”, mas sim pelos benefícios que Ele pode lhes proporcionar. Pouco interesseiros, não acha?

O “Deus” Intelectual – As pessoas que possuem tal imagem de Deus costumam se dirigir a Ele em oração mais ou menos assim (à la “seu Rolando Lero” da antiga Escolinha do Professor Raimundo): “Ó, escatológico,  inescrutável, sui generis, portentoso, atemporal, onividente e transcendente Deus, peço-lhe, por obséquio, que ouças a minha humilde prece, enquanto faço genuflexão diante de Ti (...)!”. Estas pessoas pensam que, porque Deus é onisciente e, portanto, sabe de todas as coisas, logo, Ele é um sujeito “culto”. Então, tais indivíduos acham que ao falarem com Ele devem se comunicar utilizando palavras rebuscadas e linguajar difícil, a fim de impressioná-lo. É mais fácil você interpretar uma oração “em línguas”, do que decifrar o conteúdo enigmático de tais tipos de oração! 

O “Deus” Marionete – Quem possui tal imagem de Deus acredita que, de alguma forma, conseguirá manipulá-lo, amestrá-lo ou domesticá-lo segundo os seus próprios interesses e de acordo com o seu bel prazer. E, por mais incrível que pareça, há, de fato, pessoas que pensam que podem mesmo “convencer” a Deus, manipulando-o de forma a fazer o que querem, através do uso de artifícios, tais como: choros teatrais, atitudes de autocomiseração, fazer “cara emburrada” etc. Além disso, estas pessoas também costumam usar como estratégia de manipulação divina toda aquela verborragia positivista que já conhecemos: “Eu determino que isso aconteça (...)”, “Eu profetizo isso e aquilo (...)”, “Eu selo essa palavra com o sangue de Jesus (...)”, entre outras frases de efeito já bastante gastas e até inapropriadas. O que estas pessoas não entendem é que Deus não pode ser coagido, convencido, forçado ou sugestionado de forma alguma a nos atender em nossos interesses particulares. Ele é Soberano sobre as Suas ações e sobre toda a Sua criação, de maneira que somos nós que devemos nos submeter a Ele e à Sua vontade.

O “Deus” “Mauricinho” – Aqueles que enxergam a Deus assim pensam que Ele é como aquele “cara” da classe média-alta, bem resolvido financeiramente (pois, afinal de contas, Ele é o “dono do ouro e da prata”), o qual se veste com roupas celestiais bem engomadas e é um tanto quanto esnobe, pois vive sendo fotografado nas festas mais badaladas e aparece nas capas das revistas mais influentes. É claro! Ele pode fazer tudo isso porque é Deus! Para estas pessoas, Deus pertence à high society ou à elite dasocialite universal-cósmica e, sendo assim, Ele não se mistura com os pobres, plebeus e o proletariado de forma geral. É um “Deus” classista. Esse tipo de “Deus” é totalmente contrário à Teologia da Libertação e, ao mesmo tempo, é adepto da Teologia da Prosperidade. Esse “Deus”, não se mistura com o zé-povinho, tal como o óleo não se mistura com a água. “O ‘negócio’ dele”, pensam os que assim o enxergam, “é abençoar apenas às classes mais altas e não aos menos favorecidos”.

O “Deus” Pobre Coitado – Tal tipo de imagem de Deus é extraído incorretamente do imenso sofrimento experimentado por Cristo quando de Sua encarnação. Uma vez que Jesus (O Deus-Homem) foi tremendamente desprezado e humilhado, bem como, experimentou inúmeros sofrimentos em Seu ministério público, os quais culminaram na Sua crucificação, então, as pessoas que tendem a ver Deus sob esse prisma, acabam enxergando-o com um olhar de pena, de dó, repleto de complacência e de compaixão. Tais pessoas chegam a pensar: “Pobre Jesus! Ele foi muito sofrido! Será que Ele poderá fazer alguma coisa por mim hoje, uma vez que Ele não conseguiu ajudar nem a si mesmo há dois mil anos atrás?!”.

O “Deus” Presidente de Empresa Multinacional – Para aqueles que enxergam a Deus desta forma, Ele é visto como aquela pessoa da empresa que está no topo da pirâmide da organização e que, portanto, de tão atarefada e ocupada que é a sua vida, Ele não tem tempo a perder com as “picuinhas” e com as particularidades da vida de seus subordinados, ou, “colaboradores”, para usar um jargão mais atual. Esse tipo de “Deus” é enxergado como alguém que só quer que você “trabalhe, produza e cumpra as suas metas” (seguindo esse pensamento no contexto eclesiológico, Ele quer que você ganhe almas e O sirva), sendo totalmente inacessível aos pobres mortais que vivem na base da cadeia produtiva.

O “Deus” Sádico – Aqueles que fazem tal imagem de Deus enxergam-no como alguém que está por trás de todo o sofrimento que há no mundo. Aliás, para tais pessoas Deus sente verdadeiro prazer e verdadeira satisfação com o sofrimento alheio. “Ele está de braços cruzados, dando várias gargalhadas no céu, ao ver alguém experimentando algum tipo de sofrimento aqui na terra”, pensam. Porém, nada está mais longe da verdade do que tal tipo de caricatura divina!

O “Deus” Vingativo – Por fim, as pessoas que enxergam a Deus assim, o responsabilizam por tudo o que acontece de ruim em suas vidas. Elas pensam assim: “Deus deve ter enviado esse mal sobre a minha vida como forma de vingança, pelo fato de eu não ter ido à igreja, não ter lido a Bíblia, não ter sido uma boa pessoa” etc. A relação destas pessoas com Deus é uma relação de medo e de perigo, por meio da qual elas sempre enxergam a Deus com fortes suspeitas e grandes desconfianças.

Imagens Corretas de Deus

Bem, depois de termos visto algumas concepções equivocadas sobre Deus, vejamos agora algumas imagens que são mais condizentes com aquilo que Ele realmente é, embora sejam, contudo, imagens ainda limitadas, finitas, incompletas e, portanto, deficientes acerca dEle:

Deus é o único Ser auto-existente. É a Causa primeira independente. É um Ser que é ao mesmo tempo, transcendente(está muito além do universo criado, bem como, do nosso conhecimento e compreensão humana) e imanente (está presente e ativo na história da humanidade). Ele é infinito, eterno, onipotente, imutável, inteligente e totalmente livre. O Seu poder se estende sobre tudo e todos.

Sei que estas poucas imagens da divindade são muito belas e, do ponto de vista humano, até que corretas. Todavia, em hipótese alguma elas conseguem descrever a Deus em Sua inteireza essencial, em Suas características e em Seus atributos.

Na verdade, para sermos honestos, “Deus é incompreensível”. Jamais a nossa inteligência finita conseguirá abranger de forma plena Aquele que é infinito, assim como jamais conseguiremos abraçar uma montanha com os nossos braços curtos e frágeis.

Em todos os sentidos, Deus extrapola de forma infinita a nossa inteligência, de maneira que tudo aquilo que podemos conhecer e dizer a Seu respeito não passa de um microscópico e tosco esboço daquilo que Ele de fato é. Sendo assim, diante desse Ser majestoso e sublime, creio que só nos resta exclamarmos junto com o salmista: “Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado!” (Sl 48.1a).